Em proposta de delação, banqueiro afirma que dirigentes do União Brasil atuaram para levar investimentos de institutos de previdência ao banco
Segundo
informações reveladas pelo UOL, os dois teriam atuado para abrir portas para o
Master no Rioprevidência, no Amapá e no Amazonas, além da Cedae, no Rio de
Janeiro. Vorcaro afirmou que os investimentos chegaram a cerca de R$ 2 bilhões
e que a comissão de 10% poderia gerar uma obrigação de R$ 200 milhões aos dois
políticos. O documento não informa quanto teria sido efetivamente pago.
As propostas
de delação de Vorcaro foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de
falta de informações inéditas e de garantias para a devolução de valores
relacionados às fraudes. O banqueiro tenta retomar as negociações.
Como seriam
os pagamentos
Segundo
Vorcaro, ACM Neto receberia por meio de dinheiro em espécie e contratos de
consultoria com empresas ligadas a ele. Para Rueda, os repasses ocorreriam em
espécie e por contratos com o escritório de advocacia Rueda & Rueda
Advogados, que somariam cerca de R$ 3 milhões por mês.
O banqueiro
apresentou mensagens trocadas com funcionários do Master e contratos
relacionados aos dois políticos. Ele também afirmou ter se reunido com ACM Neto
e Rueda para acompanhar o andamento de negócios e das chamadas
“contrapartidas”.
A proposta
ainda relata uma negociação envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Segundo
Vorcaro, Rueda e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pediram que
ele ajudasse em um aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão.
Vorcaro afirma
que seu grupo investiu aproximadamente R$ 750 milhões no BRB. No mesmo período,
segundo ele, o banco comprou cerca de R$ 6 bilhões em carteiras do Master.
Rueda e Paulo Henrique Costa teriam pedido 10% de comissão sobre os valores
desembolsados pelo BRB para comprar ativos do Master.
O que já
aparece nas investigações
A quebra de
sigilo do Master já havia identificado contratos de consultoria com empresas
ligadas a ACM Neto e contratos de advocacia com. Segundo Vorcaro, esses
documentos serviriam para justificar parte dos pagamentos.
Investigações
também apontaram relações entre o União Brasil e fundos de previdência que
investiram no Master. O Rioprevidência aplicou R$ 2,97 bilhões entre 2023 e
2025; o fundo do Amapá, R$ 400 milhões; a Cedae, R$ 200 milhões; e o
Amazonprev, R$ 50 milhões.
A proposta de
delação, porém, não detalha quanto cada instituição teria investido nem
apresenta um ato concreto de ACM Neto ou Rueda para viabilizar os aportes.
Dados
bancários e relatórios do Coaf apontam que escritórios ligados a Rueda
receberam R$ 6,4 milhões do Master entre 2022 e 2025. Uma empresa de
consultoria de ACM Neto recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.
Outro lado
Antônio Rueda
afirmou que não teve acesso ao documento e negou irregularidades. Segundo ele,
os contratos firmados pelo escritório com instituições ligadas ao caso são
lícitos e os serviços foram efetivamente prestados.
ACM Neto
classificou as acusações como “absurdas, completamente fantasiosas e
mentirosas”. Ele afirmou que a proposta não foi aceita, assinada ou homologada
e questionou a origem e a autenticidade dos trechos divulgados.
Os dois também
afirmaram que, no período citado, não exerciam cargos públicos e negaram
qualquer atuação ilícita em benefício do Banco Master.
Fonte: https://iclnoticias.com.br
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