sexta-feira, 19 de junho de 2026

Governo veta projeto que retira direitos trabalhistas de jovens no primeiro emprego

Presidente em exercício barrou proposta que reduzia encargos para contratação de jovens de 18 a 29 anos. Governo apontou precarização das relações de trabalho e afronta à Constituição

 


O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB-SP), vetou integralmente o Projeto de Lei nº 5.228/2019, que cria um contrato especial de primeiro emprego para jovens de 18 a 29 anos sem experiência formal. A mensagem de veto nº 542/2026 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18).

Segundo o governo federal, a proposta reduz a proteção trabalhista e previdenciária dos jovens trabalhadores e trabalhadoras, compromete direitos assegurados pela Constituição e dá benesses aos empresários que fizessem esse tipo de contratação, o que para o governo federal contraria o interesse público.

A proposta cria o chamado Contrato de Primeiro Emprego, com duração de seis a 24 meses, prevendo redução de encargos para as empresas, como diminuição da alíquota do FGTS e da contribuição patronal à Previdência Social. Entre os pontos do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, considerados críticos pelo Executivo está a previsão de jornada de até 44 horas semanais para os jovens trabalhadores contratados nessa modalidade.

Na mensagem de veto, o governo argumenta que as medidas podem incentivar a substituição de empregos regidos pelas regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por contratos com menor proteção social, além de reduzir a arrecadação destinada ao financiamento da Previdência Social. Também afirma que o texto afronta princípios constitucionais de valorização do trabalho e da seguridade social.

Longa jornada impede jovens de estudar

A previsão de jornada de até 44 horas semanais dificultaria a compatibilização entre trabalho e estudos, comprometendo a formação educacional dos jovens e afastando-se do objetivo de promover sua qualificação e inserção produtiva em condições adequadas.

Embora um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado em abril deste ano, tenha mostrado que nos últimos três meses do ano passado, a taxa de desemprego dos jovens entre 14 e 24 anos de idade caiu pela metade na comparação com o mesmo período de 2019, passando de 25,2% para 14,3%, a diminuição da jornada semanal pode criar melhores condições para que até 425 mil jovens entre 18 e 29 anos consigam conciliar emprego formal e estudos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No Boletim Emprego em Pauta de maio, o Dieese conclui que entre trabalhadores formais de até 29 anos com jornadas inferiores a 36 horas semanais, metade (50%) frequentava a escola. Entre aqueles submetidos exatamente a 40 horas semanais, o percentual caía para 22,3%.

O cenário torna-se ainda mais restritivo nas jornadas entre 41 e 44 horas: apenas 17,1% conseguiam estudar. Entre trabalhadores submetidos a jornadas de 45 a 48 horas, o índice despenca para 14,8%. Nas jornadas superiores a 48 horas, apenas 9,7% conciliavam trabalho e estudo.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desemprego entre jovens é significativamente superior à média nacional e que trabalhadores na faixa de 18 a 29 anos recebem, em média, rendimentos inferiores aos dos trabalhadores mais experientes, cenário que evidencia a dificuldade de ingresso e permanência no mercado de trabalho.

Um dos pontos apontados pelo IBGE é a exigência de qualificação como experiência prévia ou formação específica, criando uma barreira para quem está começando, o que reforça a necessidade do estudo entre os jovens que procuram o primeiro emprego.

Tramitação

O projeto é de autoria do senador Irajá (PSD-TO) e foi aprovado pelo Congresso Nacional no fim de maio deste ano, após tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado.

Com o veto de Geraldo Alckmin, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

 

Fonte: https://www.cut.org.br


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Lindbergh critica Galípolo e diz que BC precisa parar de governar para a Faria Lima

 

Deputado afirma que Selic a 14,25% mantém o Brasil na liderança mundial dos juros e prejudica produção, emprego e trabalhadores

Gabriel Galípolo (menor destaque) e Lindbergh farias

Gabriel Galípolo (menor destaque) e Lindbergh farias (Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil I Agência Câmara)

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente a política monetária conduzida pelo Banco Central sob a presidência de Gabriel Galípolo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou que, mesmo com a queda tímida anunciada pelo Banco Central, o Brasil segue submetido a uma taxa de juros “estratosférica” e passou a ocupar a liderança mundial dos juros. Segundo levantamento citado pelo InfoMoney, o país manteve a maior taxa real de juros do mundo após a decisão do Copom, com juro real de 9,67% em junho.

“Mesmo após a queda tímida de 0,25%, a Selic segue no patamar estratosférico de 14,25% e o Brasil assumiu a liderança mundial da taxa de juros”, escreveu Lindbergh.

A crítica ocorre depois de o Copom decidir, por unanimidade, cortar a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica, mas o patamar continua entre os mais altos do mundo e mantém forte pressão sobre crédito, investimentos e atividade econômica.

Crítica à política de juros

No texto, Lindbergh afirmou que não há justificativa para o Brasil manter juros tão elevados, especialmente em comparação com países submetidos a situações extremas.

“Nada justifica uma taxa maior até do que a de países em guerra, como a Rússia”, declarou.

Para o deputado, a manutenção da Selic em nível tão alto tem efeitos diretos sobre o custo do crédito, a capacidade de investimento das empresas e a geração de empregos. Ele afirmou que os juros atuais impõem obstáculos à economia produtiva e beneficiam o rentismo.

“Juros altos encarecem o crédito, impedem investimentos e prejudicam empresas e trabalhadores”, disse Lindbergh.

Na avaliação do parlamentar, a política monetária do Banco Central tem impacto fiscal relevante, pois aumenta os gastos com a dívida pública e transfere recursos para detentores de títulos financeiros.

“Ao impor obstáculos a quem quer produzir, gerar empregos e movimentar a economia, o Banco Central faz o Brasil gastar centenas de bilhões com a dívida pública, fortalecendo o rentismo em vez de impulsionar o desenvolvimento”, afirmou.

“Escolha política contra a produção e o emprego”

Lindbergh também classificou a manutenção do Brasil no topo do ranking mundial de juros como uma decisão política. Para ele, o Banco Central deveria priorizar os interesses da economia real e da população, e não os interesses do mercado financeiro.

“Manter o Brasil no topo dos juros é uma escolha política contra a produção e o emprego”, escreveu.

Em seguida, o deputado elevou o tom contra a condução da política monetária e dirigiu a crítica ao setor financeiro, simbolizado pela Faria Lima, centro do mercado financeiro em São Paulo.

“O Banco Central precisa parar de governar para a Faria Lima e começar a responder ao povo brasileiro!”, afirmou Lindbergh.

A declaração mira diretamente a orientação do Banco Central em um momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca estimular o crescimento econômico, ampliar investimentos e reduzir o custo do crédito para famílias e empresas.

Selic segue em patamar elevado

A decisão do Copom foi anunciada em meio a um cenário de inflação ainda acima da meta e de incertezas no ambiente internacional. O Banco Central afirmou, no comunicado da reunião, que a condução da política monetária exige “serenidade e cautela” e deixou em aberto os próximos passos.

Apesar do corte, a Selic de 14,25% ao ano continua comprimindo a atividade econômica. Juros elevados tornam mais caro o financiamento para consumidores e empresas, encarecem empréstimos, reduzem o apetite por investimentos produtivos e ampliam a remuneração dos investimentos financeiros atrelados à taxa básica.

Esse é o ponto central da crítica de Lindbergh: para o parlamentar, a política monetária atual preserva uma lógica favorável ao rentismo, em detrimento da produção, do emprego e do desenvolvimento nacional.

Pressão política sobre o Banco Central

A fala de Lindbergh reforça a pressão de setores do campo progressista sobre o Banco Central e sobre Gabriel Galípolo. Embora o corte da Selic tenha sido visto como um movimento na direção esperada pelo governo, a redução de apenas 0,25 ponto percentual foi considerada insuficiente por críticos da atual política monetária.

O debate sobre juros segue como um dos principais temas da economia brasileira. De um lado, o Banco Central argumenta que precisa manter a política monetária restritiva para assegurar a convergência da inflação à meta. De outro, parlamentares e economistas críticos da austeridade monetária afirmam que a Selic em patamar tão elevado trava o crescimento, penaliza trabalhadores e compromete a retomada do investimento produtivo.

Para Lindbergh, o Banco Central precisa mudar de prioridade.

“O Banco Central precisa parar de governar para a Faria Lima e começar a responder ao povo brasileiro!”

 

Fonte: https://www.brasil247.com

Nota da CUT: redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual é insuficiente

 

Em nota oficial, a Central Única dos Trabalhadores reforça que redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic é insuficiente para o Brasil e põe freio no desenvolvimento

A Central Única dos Trabalhadores - CUT Brasil - manifesta sua profunda insatisfação com a decisão do Conselho de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, de reduzir a taxa básica de juros (taxa Selic) em apenas 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,25% ao ano. Essa redução tímida não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo.

A política monetária do Banco Central ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo, e prefere manter o Brasil refém da especulação financeira. Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado.

A redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe, mais uma vez, os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central. Na prática, essa autonomia serve apenas para blindar a autarquia das demandas populares e do projeto de crescimento referendado pelas urnas, mantendo a instituição de costas para o país. A verdadeira independência de uma autoridade monetária deveria estar comprometida com o pleno emprego e com a soberania econômica nacional, e não com a defesa intransigente de uma cartilha que sabota a produção e o povo brasileiro.

Reforçamos a necessidade de democratizar o debate público sobre os rumos da taxa de juros. O povo trabalhador precisa ocupar esse debate, pressionar e exigir uma política monetária comprometida com o desenvolvimento econômico e a justiça social. A taxa de juros envolve a vida de todo mundo que trabalha e não pode continuar sendo definida de forma isolada, distante das necessidades reais da sociedade. Defendemos a participação ativa da classe trabalhadora nessa governança, garantindo que a realidade das periferias, do comércio e do do mundo do trabalho seja colocada na mesa antes de qualquer decisão que impacte o custo de vida e o sustento das famílias. A CUT seguirá defendendo que o Banco Central avance na redução expressiva da taxa de juros. Orientamos todas as entidades sindicais e convidamos o povo brasileiro a seguirem mobilizados e atuantes na Campanha Permanente Menos Juros, Mais Empregos, pela redução da taxa de juros e pelo fim da autonomia do Banco Central e exigindo uma política econômica soberana, voltada para o desenvolvimento nacional, para o crédito acessível e para a efetiva valorização do trabalho.

Se é importante para o povo brasileiro, é uma luta da CUT!

17 de junho de 2026
Direção Executiva Nacional da CUT

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Lula abre 12,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

 Pesquisa CNT mostra presidente com 49,3% contra 36,8% de Flávio Bolsonaro em eventual disputa presidencial

Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Andressa Anholete/Agência Senado )

Lula abre 12,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno, segundo a 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. No cenário estimulado para uma eventual disputa presidencial entre os dois, o presidente aparece com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador.

De acordo com a Pesquisa CNT de Opinião, brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos entrevistados se declararam indecisos. O resultado indica vantagem numericamente ampla de Lula sobre o principal nome testado da oposição no cenário de segundo turno.

O levantamento também mostra que Lula vence todas as simulações de segundo turno apresentadas. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer. Em todos os casos, o presidente aparece à frente.

No comparativo direto com Flávio Bolsonaro, Lula reúne quase metade do eleitorado pesquisado. A distância de 12,5 pontos percentuais entre os dois reforça o peso do presidente em uma eleição ainda marcada pela polarização, mas com sinais de redução da adesão ao bolsonarismo, segundo a síntese da própria pesquisa.

O diretor do Instituto MDA, Marcelo Souza, afirma no relatório: “Lula mantém vantagem eleitoral e vence todos os cenários de segundo turno, mas governa em ambiente de opinião pública equilibrado, com aprovação e desaprovação próximas. Flávio Bolsonaro é o adversário mais competitivo entre os nomes testados, ao mesmo tempo em que enfrenta rejeição elevada.”

Dados técnicos: a pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 10 e 14 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A coleta foi presencial domiciliar, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04256/2026. 

pesquisa-cnt-mdaPesquisa CNT/MDA(Photo: Gerado por IA)Gerado por IA

Conteúdo postado por: Redação Brasil 247


terça-feira, 16 de junho de 2026

MGI faz balanço sobre relações de trabalho no serviço público.Entidades apontam pendências

Vale destacar que o secretário de Relações do Trabalho, José Lopez Feijoó, anunciou reunião da mesa de negociação permanente ainda neste mês de junho



A Condsef/Fenadsef participou nesta segunda-feira, 15 de junho, de uma reunião convocada pelo MGI para fazer um balanço sobre a democratização das relações de trabalho no serviço público.

Fonacate e Fonasefe, do qual a Confederação faz parte, levaram as impressões sobre o processo de negociações e apontaram pendências urgentes que precisam avançar. O secretário-geral da Condsef destacou a importância de abrir espaço no orçamento para assegurar esses avanços.

A vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou em nome das centrais sindicais destacando o avanço do envio do projeto de lei (PL 1893/26) que regulamenta a negociação coletiva no serviço público.

O diretor da CUT e da Condsef, Pedro Armengol, trouxe luz ao problema das distorções que persistem no setor público. 

A ministra Esther Dweck destacou a importância de manter o diálogo aberto com o funcionalismo. Vale destacar que o secretário de Relações do Trabalho, José Lopez Feijoó, anunciou reunião da mesa de negociação permanente ainda neste mês de junho. Dweck acrescentou entender que ainda há muito que avançar.

Fonte: https://www.condsef.org.br

Aprovação de Lula sobe e supera desaprovação, indica pesquisa Futura/Apex

 Em um mês, aprovação do presidente avançou de 44,9% para 49,6%

                                     Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 49,6% em junho e superou a desaprovação, que ficou em 47,7%, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). Outros 2,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam ao questionamento.

O resultado marca uma mudança em relação ao levantamento anterior, publicado em maio, quando a desaprovação de Lula era maior do que a aprovação. Naquele momento, 51,8% dos entrevistados afirmavam desaprovar o presidente, enquanto 44,9% declaravam aprová-lo. Os que não souberam ou não responderam somavam 3,2%.

Avaliação negativa do governo Lula recua

A pesquisa Futura/Apex também mediu a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, 41,4% dos brasileiros classificam a gestão como ruim ou péssima. Já 39,8% consideram o governo ótimo ou bom.

O percentual dos que avaliam o governo como regular ficou em 18%. Outros 0,9% não souberam ou não responderam à pergunta.

infografico

Na comparação com maio, houve queda na avaliação negativa do governo. No levantamento anterior, 45,7% dos entrevistados classificavam a gestão Lula como ruim ou péssima. Já o índice dos que avaliavam o governo como ótimo ou bom era de 37,5%.

Também em maio, 15,6% dos entrevistados consideravam o governo regular, enquanto 1,2% não souberam ou não responderam.

Pesquisa mostra melhora nos indicadores de Lula

Os dados divulgados nesta terça indicam uma recuperação nos índices de aprovação e avaliação positiva do presidente em relação ao mês anterior. A aprovação de Lula avançou de 44,9% para 49,6%, enquanto a desaprovação caiu de 51,8% para 47,7%.

Na avaliação do governo, a parcela dos que consideram a gestão ótima ou boa subiu de 37,5% para 39,8%. Ao mesmo tempo, o grupo dos que classificam o governo como ruim ou péssimo caiu de 45,7% para 41,4%.

Metodologia da pesquisa Futura/Apex

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, de forma assistida por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01461/2026.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil


segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

 Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia



O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec. 

Leucemia

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento. 

Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.

Fonte: https://www.cut.org.br