terça-feira, 16 de junho de 2026

MGI faz balanço sobre relações de trabalho no serviço público.Entidades apontam pendências

Vale destacar que o secretário de Relações do Trabalho, José Lopez Feijoó, anunciou reunião da mesa de negociação permanente ainda neste mês de junho



A Condsef/Fenadsef participou nesta segunda-feira, 15 de junho, de uma reunião convocada pelo MGI para fazer um balanço sobre a democratização das relações de trabalho no serviço público.

Fonacate e Fonasefe, do qual a Confederação faz parte, levaram as impressões sobre o processo de negociações e apontaram pendências urgentes que precisam avançar. O secretário-geral da Condsef destacou a importância de abrir espaço no orçamento para assegurar esses avanços.

A vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou em nome das centrais sindicais destacando o avanço do envio do projeto de lei (PL 1893/26) que regulamenta a negociação coletiva no serviço público.

O diretor da CUT e da Condsef, Pedro Armengol, trouxe luz ao problema das distorções que persistem no setor público. 

A ministra Esther Dweck destacou a importância de manter o diálogo aberto com o funcionalismo. Vale destacar que o secretário de Relações do Trabalho, José Lopez Feijoó, anunciou reunião da mesa de negociação permanente ainda neste mês de junho. Dweck acrescentou entender que ainda há muito que avançar.

Fonte: https://www.condsef.org.br

Aprovação de Lula sobe e supera desaprovação, indica pesquisa Futura/Apex

 Em um mês, aprovação do presidente avançou de 44,9% para 49,6%

                                     Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 49,6% em junho e superou a desaprovação, que ficou em 47,7%, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). Outros 2,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam ao questionamento.

O resultado marca uma mudança em relação ao levantamento anterior, publicado em maio, quando a desaprovação de Lula era maior do que a aprovação. Naquele momento, 51,8% dos entrevistados afirmavam desaprovar o presidente, enquanto 44,9% declaravam aprová-lo. Os que não souberam ou não responderam somavam 3,2%.

Avaliação negativa do governo Lula recua

A pesquisa Futura/Apex também mediu a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, 41,4% dos brasileiros classificam a gestão como ruim ou péssima. Já 39,8% consideram o governo ótimo ou bom.

O percentual dos que avaliam o governo como regular ficou em 18%. Outros 0,9% não souberam ou não responderam à pergunta.

infografico

Na comparação com maio, houve queda na avaliação negativa do governo. No levantamento anterior, 45,7% dos entrevistados classificavam a gestão Lula como ruim ou péssima. Já o índice dos que avaliavam o governo como ótimo ou bom era de 37,5%.

Também em maio, 15,6% dos entrevistados consideravam o governo regular, enquanto 1,2% não souberam ou não responderam.

Pesquisa mostra melhora nos indicadores de Lula

Os dados divulgados nesta terça indicam uma recuperação nos índices de aprovação e avaliação positiva do presidente em relação ao mês anterior. A aprovação de Lula avançou de 44,9% para 49,6%, enquanto a desaprovação caiu de 51,8% para 47,7%.

Na avaliação do governo, a parcela dos que consideram a gestão ótima ou boa subiu de 37,5% para 39,8%. Ao mesmo tempo, o grupo dos que classificam o governo como ruim ou péssimo caiu de 45,7% para 41,4%.

Metodologia da pesquisa Futura/Apex

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, de forma assistida por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01461/2026.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil


segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

 Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia



O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec. 

Leucemia

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento. 

Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.

Fonte: https://www.cut.org.br

sexta-feira, 12 de junho de 2026

A certeza da impunidade e o sequestro dos recursos públicos

Após o sequestro do orçamento público pelos parlamentares através de emendas do orçamento secreto, implementada ainda no governo Bolsonaro, os escândalos de malversação de recursos públicos têm se avolumado.

O ministério público, a polícia federal e demais forças de segurança tem atuado diuturnamente para investigar, parlamentares, governadores, prefeitos e agentes públicos que de forma sistêmica tem desviado e se apropriado de milhões de reais que deveriam ser usados para melhorar a vida da população.

No Maranhão, por exemplo, tivemos um caso estarrecedor em que um município foi tomado, segundo as investigações, por uma verdadeira quadrilha, formada pelos ex gestores, o prefeito, a vice-prefeita atual e todos os vereadores que de forma metódica e organizada tomou de assalto e desviou mais de 56 milhões de reais, praticamente todo o orçamento do município.

O que é ainda mais estarrecedor, é que quando os envolvidos tiveram a prisão preventiva revogada pela Justiça do Maranhão em 11 de maio de 2026, sendo substituída por medidas cautelares como monitoramento eletrônico, eles foram recebidos de volta na cidade com festa por uma multidão.

Esse tipo de atitude por parte de quem deveria ficar indignado pela facilidade em que são soltos os responsáveis por desvios dos recursos públicos, é algo que também nos faz pensar nas dificuldades que os órgãos de controle têm para provar os desvios e punir os culpados.

Por outro lado, por conta de tantos desvios e fraudes, a população desses municípios continuam a sofrer por falta de recursos para a Educação, Saúde e Segurança, onde escolas, postos de saúde e hospitais estão sucateados e os furtos, roubos e crimes contra a vida continuam aumentando.

Os órgãos de controle precisam continuar vigilantes e ativos, mas a população também precisa fazer parte desse processo permanente de fiscalização e cobrança por mais transparência e a utilização correta dos recursos públicos.

Estamos em ano eleitoral e esse é o momento de separarmos o joio do trigo. Se realmente queremos uma sociedade melhor e mais justa, precisamos eleger gestores e parlamentares que realmente tenham compromisso com a população.

Não venda seu voto. Não vote em quem compra votos. Afinal, quem compra votos, não tem compromisso com seus eleitores, nem com a população, estão apenas imbuídos em garantir seus próprios interesses.


Aposentados viajam mais e Voa Brasil pode ampliar acesso ao turismo nacional

 Pesquisa mostra que brasileiros com mais de 60 anos viajam com frequência e têm flexibilidade de datas, mas ainda é pequeno o acesso ao programa de passagens aéreas mais baratas para aposentados

     


     Com mais tempo para viajar e liberdade para escolher períodos mais baratos, os aposentados se tornaram um público cada vez mais presente no turismo nacional. O estudo “Turismo 60+” mostra que metade dos brasileiros acima dos 60 anos realiza pelo menos três viagens por ano e que quase 90% têm flexibilidade de datas. Apesar desse potencial, programas criados para ampliar o acesso ao transporte aéreo, como o Voa Brasil, ainda enfrentam dificuldades para alcançar uma parcela significativa desse público.

Embora continue oferecendo passagens aéreas de até R$ 200 por trecho para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o programa Voa Brasil ainda está longe de alcançar os resultados esperados pelo Governo Federal. Dados divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos em janeiro deste ano mostram que cerca de 52 mil bilhetes foram reservados desde o lançamento da iniciativa, o equivalente a apenas 1,7% da meta inicial de 3 milhões de passagens.

Criado para ampliar o acesso ao transporte aéreo e aproveitar assentos ociosos das companhias, o programa permite que aposentados que não viajaram de avião nos últimos 12 meses adquiram até dois bilhetes por ano por meio da plataforma Gov.br.

O baixo desempenho chama atenção porque ocorre em um momento de mudança no perfil da população idosa brasileira. Com o aumento da expectativa de vida e mais tempo disponível após a aposentadoria, cresce o número de pessoas interessadas em viajar, visitar familiares e conhecer novas regiões do país. Ainda assim, a adesão ao programa segue limitada.

Em maio de 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o Voa Brasil havia alcançado 40 mil reservas, com viagens para mais de 80 cidades. Apesar do crescimento, os números continuaram muito abaixo das projeções anunciadas quando a iniciativa foi lançada.

A principal explicação parece estar nas condições econômicas do público-alvo. Embora o valor da passagem seja reduzido, muitos aposentados dependem exclusivamente da renda previdenciária para custear despesas essenciais. Nesse contexto, gastos com hospedagem, alimentação e deslocamentos podem tornar a viagem inviável, mesmo quando o bilhete aéreo cabe no orçamento.

Além das limitações financeiras, a própria estrutura do programa cria obstáculos para parte dos beneficiários. O acesso ocorre exclusivamente pela internet e exige conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. Para muitos idosos, dificuldades relacionadas ao uso de plataformas digitais continuam sendo uma barreira importante.

A divulgação também ficou aquém do necessário. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou anteriormente que levantamentos da pasta indicaram que mais de 95% dos aposentados desconheciam a existência do programa. A falta de informação reduziu o alcance de uma política criada justamente para atender esse público.

Outro entrave está na disponibilidade das passagens. Como o Voa Brasil depende de assentos ociosos disponibilizados pelas companhias aéreas, a oferta diminui em períodos de maior demanda, como férias escolares e feriados prolongados, quando muitas famílias planejam viajar.

O alcance do programa também permaneceu restrito porque a segunda fase da iniciativa ainda não saiu do papel. Anunciada pelo governo durante o lançamento do projeto, a expansão para estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) segue sem previsão de implementação.

Atualmente, podem participar aposentados do INSS que não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses e possuam conta Gov.br nível prata ou ouro. A compra continua condicionada à disponibilidade de assentos oferecidos pelas companhias aéreas.

Os resultados obtidos até agora mostram que reduzir o preço da passagem, por si só, não garante o acesso efetivo ao transporte aéreo. Questões como renda, inclusão digital, divulgação e oferta de vagas continuam determinando quem consegue, de fato, utilizar o benefício. O desafio do governo passa agora por ampliar o alcance da iniciativa e transformá-la em uma política capaz de atender um número maior de aposentados e, futuramente, estudantes de baixa renda.

Para saber como e quem pode participar do programa Voa Brasil clique aqui.

Fonte: https://www.cut.org.br

Regime de urgência para o PL da negociação coletiva no setor público é aprovado na Câmara

 Relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), deve apresentar parecer ao PL 1893/2026 na próxima semana e proposta pode seguir para votação

       

Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 9 de junho, requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei (PL) 1.893/2026, que trata da regulamentação da negociação coletiva para servidores públicos.

Com a aprovação do Requerimento nº 2.399/2026, a proposta passa a tramitar em regime de urgência, o que acelera sua análise e permite que seja levada ao plenário para votação em um prazo mais curto, sem passar por comissões.

A regulamentação da negociação coletiva é uma reivindicação histórica dos servidores públicos. A proposta busca estabelecer mecanismos mais claros para o diálogo entre trabalhadores e administração pública sobre temas relacionados às condições de trabalho, remuneração e direitos da categoria.

O relator da proposta, deputado André Figueiredo (PDT-CE), deve apresentar seu parecer na próxima semana. Com isso, existe a possibilidade de que o projeto seja incluído na pauta de votações da Câmara logo em seguida.

A aprovação do regime de urgência representa um passo significativo para a discussão do tema no Legislativo. Uma vez aprovado o projeto, o serviço público poderá contar com regras específicas para a realização de negociações coletivas, fortalecendo o diálogo institucional entre governos e servidores.

O Coletivo das Três Esferas da CUT acompanha atentamente a tramitação da proposta. É fundamental que todos os servidores sigam mobilizados em defesa da aprovação do projeto como forma de garantir mais segurança jurídica e ampliar os instrumentos de negociação no setor público.

A expectativa agora é pela apresentação do relatório e pela definição dos próximos passos da matéria no plenário da Câmara dos Deputados. É fundamental seguir a pressão e luta em torno da aprovação dessa pauta histórica.

Fonte: https://www.condsef.org.br

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Enem: prazo de inscrição é prorrogado até dia 12 de junho

 Estudantes ganham mais uma semana para se inscrever no Enem 2026


O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo de inscrição para o Enem 2026 até o dia 12 de junho, próxima sexta-feira.
Com isso, os interessados ganham uma semana a mais para se inscrever na principal porta de entrada do ensino superior gratuito do Brasil.

Para se inscrever, basta acessar a Página do Participante do Enem na internet e preencher as informações solicitadas. Para os estudantes não isentos, o prazo para pagar a taxa de inscrição vai até o dia 17 de junho. 

A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país.

Isenção

Têm direito à isenção da taxa de R$ 85 para inscrição do Enem os estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino; os estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio; e pessoas de famílias de baixa renda inscrita no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico).

Os participantes do programa Pé-de-Meia do governo federal também se enquadram nos requisitos para isenção da taxa de inscrição. Independentemente de ser isento, o candidato deve fazer a inscrição no Enem.

O estudante do Pé-de-Meia que concluiu o ensino médio em 2026 e participar dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$200.

Todos os detalhes do Enem 2026 estão no edital da prova com informações sobre atendimento especializado para pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outra condição específica.

O Inep ainda preparou uma seção de perguntas e respostas para tirar as dúvidas mais comuns dos participantes. Confira aqui

Cronograma

·           Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;

·           Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho; 

·           Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;

·           Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;

·           Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;

·           Resultado do recurso: 10 de julho;

·           Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br