quarta-feira, 24 de junho de 2026

Presidente da CUT convoca trabalhadores para irem às ruas dia 30 pelo fim da 6x1

 

30 de junho é Dia Nacional de Luta, com mobilização e atos em todos os territórios do Brasil, pela aprovação da PEC da redução da jornada de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6x1

A CUT, o Fórum das Centrais, as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), de forma unificada, estão organizando a ação nacional que irá às ruas, na próxima terça-feira (30), no Dia Nacional de Luta para mostrar ao Senado Federal que a classe trabalhadora tem que ser ouvida e ter a sua vontade pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, validada e respeitada. Horários e locais dos atos serão informados nos próximos dias.

A PEC que acaba com a escala 6x1, reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e sem redução salarial, já foi aprovada pelos deputados federais e o texto para passar a valer precisa ser aprovado por 49 dos 81 senadores em duas votações, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda não definiu uma data para ser votado.

O presidente da CUT, Sergio Nobre, ressaltou que os trabalhadores e as trabalhadoras precisam ir às ruas e também utilizarem as redes sociais para pressionar o Senado Federal pela aprovação da proposta. Veja abaixo como pressionar.

O dirigente explicou que a aprovação da PEC no Senado passa por uma grande mobilização demonstrando a força do povo nas ruas. Sergio destacou que a grandiosidade da manifestação será um fator positivo para a pressão junto aos senadores, já que no dia seguinte, 1º de julho, haverá uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre o fim da escala 6x1.

“E para a gente se engajar muito forte nessa mobilização, porque no dia seguinte, dia 1º, vai ter a primeira audiência pública no plenário do Senado. E nós vamos estar lá também para conversar com o Alcolumbre, que é figura-chave nesse processo’, disse.

O presidente da CUT reforçou que a pressão por redes sociais será também fundamental pela aprovação do fim da escala 6x1.

“A rede social tem funcionado bem. Então, no dia nacional de luta, vamos trabalhar com o movimento social, porque nós estamos perto de conquistar essa pauta. Isso aí é uma conquista que a gente vai comemorar por muitos e muitos anos, e vai ser um marco na história do movimento sindical brasileiro”, declarou.

Saiba como pressionar os senadores

Para pressionar os senadores para que aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), já aprovada na Câmara dos Deputados por ampla maioria na última quarta-feira (27), é possível fazê-lo utilizando a Plataforma Na Pressão, ferramenta desenvolvida pela CUT que possibilita pressionar cada um dos parlamentares por meio de mensagens diretas a eles por e-mail e também por mensagens nos perfis de redes sociais.

Com o Na Pressão, é possível selecionar o estado e acessar a lista de todos os parlamentares daquele estado e então, pressionar cada um deles.

Para utilizar o Na Pressão é muito simples.

Basta acessar o link napressao.org.br e clicar em pressionar. Também é possível acessar a plataforma clicando diretamente no banner superior no Portal da CUT.

Os nomes dos senadores estão listados indicando quem é contra, quem está indeciso e quem é a favor. É possível verificar o posicionamento de cada senador buscando por estado, por partido ou pelo nome, e mandar mensagens diretamente ao parlamentar.

Veja aqui a íntegra da convocação de Sérgio Nobre

Fonte: https://www.cut.org.br

segunda-feira, 22 de junho de 2026

STF dá 60 dias para plataformas se adaptarem a novas regras: saiba o que muda

 

Plataformas poderão ser responsabilizadas mesmo sem ordem judicial prévia, se deixarem de agir diante de conteúdos ilegais. As novas regras são retroativas e valem desde agosto de 2025

 Marcello Casal Jr / Agência Brasil - arquivo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (17), que as plataformas digitais, as chamadas big techs, terão 60 dias para implementar medidas de adaptação às novas regras de responsabilização por conteúdos ilegais publicados na internet. As empresas também deverão adotar medidas estruturais de prevenção, monitoramento e remoção desse tipo de publicação.

Na prática, a decisão amplia a responsabilidade de empresas como Google, Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok e X (antigo Twitter) diante da circulação de conteúdos considerados ilegais em suas plataformas.  

Postagens relacionadas a crimes, fraudes, perfis falsos, discurso de ódio, incitação à violência ou outras violações poderão ser removidas com mais rapidez, sem necessidade de aguardar uma decisão judicial em muitos casos.

Para os usuários comuns, a principal mudança é que as plataformas terão maior obrigação de agir rapidamente diante de denúncias envolvendo conteúdos ilegais.

Entenda a decisão do STF

A decisão do Supremo faz parte do julgamento sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet e representa uma das maiores mudanças já feitas na regulação das redes sociais no Brasil. O STF entendeu que o modelo criado em 2014 pelo Marco Civil da Internet já não oferece proteção suficiente a direitos fundamentais e à própria democracia diante da dimensão que as redes sociais alcançaram nos últimos anos e, por isso declararam a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Até agora, a regra geral prevista no artigo 19 determinava que uma plataforma só poderia ser responsabilizada por uma publicação feita por terceiros se descumprisse uma ordem judicial específica para remover o conteúdo. Ou seja, a empresa não respondia pelo dano enquanto não houvesse decisão da Justiça determinando a retirada da postagem.

Um dos argumentos do STF é a de que a legislação brasileira não acompanhou a transformação das plataformas digitais ocorrida desde a aprovação do Marco Civil da Internet e que cabe ao Congresso Nacional atualizar as regras para o ambiente digital.

Validade das novas regras

Com o fim do julgamento não há mais possibilidade de as plataformas apresentarem recursos contra essa decisão. A partir de agora, a regra definida pelo Supremo passa a valer imediatamente e deverá ser seguida por todos os juízes e tribunais do país quando analisarem casos parecidos envolvendo plataformas digitais e conteúdos publicados na internet.

Para evitar insegurança jurídica, o STF esclareceu que seu entendimento vale desde 5 de agosto de 2025, data em que foi publicada a ata do julgamento principal sobre o Marco Civil da Internet. Isso significa que processos relacionados a fatos ocorridos após essa data podem ser analisados com base na nova interpretação.

Já situações que continuam acontecendo até hoje, como conteúdos que permanecem publicados ou violações que ainda estão em curso, também deverão seguir as novas regras. Por outro lado, processos que já foram encerrados definitivamente pela Justiça não serão reabertos nem modificados por causa da decisão do Supremo.

O que é o Marco Civil

O Marco Civil da Internet é a Lei nº 12.965, aprovada em 2014, considerada uma espécie de "Constituição da internet brasileira".

A legislação estabeleceu direitos e deveres para usuários, empresas e poder público no ambiente digital. Entre seus princípios estão a liberdade de expressão, a proteção da privacidade, a neutralidade da rede e a garantia de acesso à informação.

Um dos pontos centrais da lei era justamente o artigo 19, que buscava evitar censura privada ao determinar que as plataformas só poderiam ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros após o descumprimento de ordem judicial específica. Na época, a regra foi considerada um mecanismo de proteção à liberdade de expressão.

Por que as big techs estão sendo alvo de regulamentação

As grandes empresas de tecnologia que controlam redes sociais, mecanismos de busca e plataformas digitais vêm sendo alvo de regulamentação em diversos países.

O principal argumento é que essas empresas, chamadas de big techs, deixaram de ser apenas intermediárias tecnológicas e passaram a exercer enorme influência sobre a circulação de informações, a formação da opinião pública e até processos eleitorais. Ao mesmo tempo, acumulam bilhões de usuários e receitas publicitárias elevadas.

Nos últimos anos, cresceram as preocupações relacionadas à disseminação de desinformação, golpes financeiros, discurso de ódio, violência digital, ataques a instituições democráticas e uso de algoritmos para ampliar o alcance de conteúdos nocivos. Nesse contexto, governos e tribunais de diferentes países passaram a discutir formas de aumentar a responsabilidade dessas empresas.

Tese original 

A redação original foi fixada ao final do julgamento dos Recursos Extraordinários (REs) 1037396e 1057258, de relatoria dos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, respectivamente. O Tribunal estabeleceu, entre outros pontos, critérios para a responsabilização civil de plataformas se não atuarem imediatamente para retirar conteúdos que configurem crimes graves.

Os ajustes foram feitos a partir de recursos (embargos de declaração) apresentados pelas plataformas Facebook e Google, partes nas ações, e de entidades admitidas no caso, que buscavam esclarecer trechos da decisão. 

Leia a redação final da tese no Tema 987 da repercussão geral.

 

Fonte: https://www.cut.org.br  Com informações do STF

Servidores da Cultura denunciam insegurança em Lei que cria carreira do setor

 

Condsef/Fenadsef encaminha ofícios e notificações extrajudiciais ao Ministério da Cultura e ao MGI para cobrar respostas e buscar abertura de diálogo. Veja a seguir a íntegra dos documentos

Servidores da Cultura denunciam insegurança em Lei que cria carreira do setor

       Fotos: Marcelo Camargo (MinC) e Rafa Neddermeyer (MGI)/Abr

A Condsef/Fenadsef encaminhou dois ofícios e duas notificações extrajudiciais ao Ministério da Cultura (MinC) e ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Os documentos tratam de temas que têm gerado dúvidas e preocupações entre os servidores da Cultura após a publicação da Lei nº 15.367/2026.

No Ofício nº 202, enviado ao Ministério da Cultura, a entidade solicita a inclusão de uma série de pautas na Mesa Setorial de Negociação, conforme previsto na Portaria MinC nº 110/2024. Entre os temas estão as alterações promovidas no PEC-Cultura pela nova legislação, a regulamentação prevista no artigo 1º-G da lei, a gestão centralizada da carreira e esclarecimentos sobre o encaminhamento do termo de compensação das horas relativas à greve de 2025.

O documento também solicita informações sobre o processo de migração de servidores, incluindo o quantitativo de trabalhadores enquadrados no cargo de ATPE, o número de servidores que optaram pelo retorno ao PEC-Cultura, a composição atual dos quadros da carreira e o acesso às atas, transcrições e gravações das reuniões realizadas para discutir o tema com os servidores.

 Confira aqui a íntegra do Ofício 202 enviado ao MinC

Já o Ofício nº 203 foi encaminhado ao MGI e reforça preocupações apresentadas anteriormente pela Condsef/Fenadsef sobre a implementação da Lei nº 15.367/2026. A entidade destaca que a nova legislação deixou lacunas em relação a reivindicações históricas dos servidores e solicita acesso aos estudos, pareceres, notas técnicas, diagnósticos e demais documentos que embasaram a centralização de cargos do PEC-Cultura e a criação da nova estrutura de carreiras.

Além disso, a entidade pede o agendamento de uma reunião técnica com participação da Coordenação de Carreiras Transversais para esclarecer dúvidas que têm impactado diretamente a situação funcional dos servidores.

 Confira aqui o Ofício 203 encaminhado ao MGI

Paralelamente, a Condsef/Fenadsef encaminhou duas notificações extrajudiciais. A primeira, dirigida ao Ministério da Cultura, cobra providências administrativas relacionadas ao termo de compensação das horas da greve de 2025 e solicita o agendamento de reunião específica da Mesa Setorial de Negociação. O ministério foi formalmente notificado para apresentar encaminhamentos no prazo de sete dias úteis.

segunda notificação foi enviada ao MGI e trata da necessidade de prorrogação do prazo para que os servidores possam manifestar eventual recusa à migração para a nova carreira de ATE, criada pela Lei nº 15.367/2026. O documento também aborda questões relacionadas à alteração de lotação prevista na Lei nº 15.141/2025.

 Confira a notificação extrajudicial enviada ao MinC

 Confira a notificação extrajudicial enviada ao MGI

Para a Condsef/Fenadsef, é fundamental que os servidores tenham acesso a todas as informações que embasaram as mudanças promovidas pela nova legislação e que sejam garantidos espaços de diálogo e negociação para esclarecer dúvidas e assegurar direitos. A entidade seguirá acompanhando os desdobramentos das solicitações e cobrando respostas dos órgãos responsáveis.

 

Fonte: https://www.condsef.org.br

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Governo veta projeto que retira direitos trabalhistas de jovens no primeiro emprego

Presidente em exercício barrou proposta que reduzia encargos para contratação de jovens de 18 a 29 anos. Governo apontou precarização das relações de trabalho e afronta à Constituição

 


O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB-SP), vetou integralmente o Projeto de Lei nº 5.228/2019, que cria um contrato especial de primeiro emprego para jovens de 18 a 29 anos sem experiência formal. A mensagem de veto nº 542/2026 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18).

Segundo o governo federal, a proposta reduz a proteção trabalhista e previdenciária dos jovens trabalhadores e trabalhadoras, compromete direitos assegurados pela Constituição e dá benesses aos empresários que fizessem esse tipo de contratação, o que para o governo federal contraria o interesse público.

A proposta cria o chamado Contrato de Primeiro Emprego, com duração de seis a 24 meses, prevendo redução de encargos para as empresas, como diminuição da alíquota do FGTS e da contribuição patronal à Previdência Social. Entre os pontos do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, considerados críticos pelo Executivo está a previsão de jornada de até 44 horas semanais para os jovens trabalhadores contratados nessa modalidade.

Na mensagem de veto, o governo argumenta que as medidas podem incentivar a substituição de empregos regidos pelas regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por contratos com menor proteção social, além de reduzir a arrecadação destinada ao financiamento da Previdência Social. Também afirma que o texto afronta princípios constitucionais de valorização do trabalho e da seguridade social.

Longa jornada impede jovens de estudar

A previsão de jornada de até 44 horas semanais dificultaria a compatibilização entre trabalho e estudos, comprometendo a formação educacional dos jovens e afastando-se do objetivo de promover sua qualificação e inserção produtiva em condições adequadas.

Embora um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado em abril deste ano, tenha mostrado que nos últimos três meses do ano passado, a taxa de desemprego dos jovens entre 14 e 24 anos de idade caiu pela metade na comparação com o mesmo período de 2019, passando de 25,2% para 14,3%, a diminuição da jornada semanal pode criar melhores condições para que até 425 mil jovens entre 18 e 29 anos consigam conciliar emprego formal e estudos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No Boletim Emprego em Pauta de maio, o Dieese conclui que entre trabalhadores formais de até 29 anos com jornadas inferiores a 36 horas semanais, metade (50%) frequentava a escola. Entre aqueles submetidos exatamente a 40 horas semanais, o percentual caía para 22,3%.

O cenário torna-se ainda mais restritivo nas jornadas entre 41 e 44 horas: apenas 17,1% conseguiam estudar. Entre trabalhadores submetidos a jornadas de 45 a 48 horas, o índice despenca para 14,8%. Nas jornadas superiores a 48 horas, apenas 9,7% conciliavam trabalho e estudo.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desemprego entre jovens é significativamente superior à média nacional e que trabalhadores na faixa de 18 a 29 anos recebem, em média, rendimentos inferiores aos dos trabalhadores mais experientes, cenário que evidencia a dificuldade de ingresso e permanência no mercado de trabalho.

Um dos pontos apontados pelo IBGE é a exigência de qualificação como experiência prévia ou formação específica, criando uma barreira para quem está começando, o que reforça a necessidade do estudo entre os jovens que procuram o primeiro emprego.

Tramitação

O projeto é de autoria do senador Irajá (PSD-TO) e foi aprovado pelo Congresso Nacional no fim de maio deste ano, após tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado.

Com o veto de Geraldo Alckmin, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

 

Fonte: https://www.cut.org.br


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Lindbergh critica Galípolo e diz que BC precisa parar de governar para a Faria Lima

 

Deputado afirma que Selic a 14,25% mantém o Brasil na liderança mundial dos juros e prejudica produção, emprego e trabalhadores

Gabriel Galípolo (menor destaque) e Lindbergh farias

Gabriel Galípolo (menor destaque) e Lindbergh farias (Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil I Agência Câmara)

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente a política monetária conduzida pelo Banco Central sob a presidência de Gabriel Galípolo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou que, mesmo com a queda tímida anunciada pelo Banco Central, o Brasil segue submetido a uma taxa de juros “estratosférica” e passou a ocupar a liderança mundial dos juros. Segundo levantamento citado pelo InfoMoney, o país manteve a maior taxa real de juros do mundo após a decisão do Copom, com juro real de 9,67% em junho.

“Mesmo após a queda tímida de 0,25%, a Selic segue no patamar estratosférico de 14,25% e o Brasil assumiu a liderança mundial da taxa de juros”, escreveu Lindbergh.

A crítica ocorre depois de o Copom decidir, por unanimidade, cortar a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica, mas o patamar continua entre os mais altos do mundo e mantém forte pressão sobre crédito, investimentos e atividade econômica.

Crítica à política de juros

No texto, Lindbergh afirmou que não há justificativa para o Brasil manter juros tão elevados, especialmente em comparação com países submetidos a situações extremas.

“Nada justifica uma taxa maior até do que a de países em guerra, como a Rússia”, declarou.

Para o deputado, a manutenção da Selic em nível tão alto tem efeitos diretos sobre o custo do crédito, a capacidade de investimento das empresas e a geração de empregos. Ele afirmou que os juros atuais impõem obstáculos à economia produtiva e beneficiam o rentismo.

“Juros altos encarecem o crédito, impedem investimentos e prejudicam empresas e trabalhadores”, disse Lindbergh.

Na avaliação do parlamentar, a política monetária do Banco Central tem impacto fiscal relevante, pois aumenta os gastos com a dívida pública e transfere recursos para detentores de títulos financeiros.

“Ao impor obstáculos a quem quer produzir, gerar empregos e movimentar a economia, o Banco Central faz o Brasil gastar centenas de bilhões com a dívida pública, fortalecendo o rentismo em vez de impulsionar o desenvolvimento”, afirmou.

“Escolha política contra a produção e o emprego”

Lindbergh também classificou a manutenção do Brasil no topo do ranking mundial de juros como uma decisão política. Para ele, o Banco Central deveria priorizar os interesses da economia real e da população, e não os interesses do mercado financeiro.

“Manter o Brasil no topo dos juros é uma escolha política contra a produção e o emprego”, escreveu.

Em seguida, o deputado elevou o tom contra a condução da política monetária e dirigiu a crítica ao setor financeiro, simbolizado pela Faria Lima, centro do mercado financeiro em São Paulo.

“O Banco Central precisa parar de governar para a Faria Lima e começar a responder ao povo brasileiro!”, afirmou Lindbergh.

A declaração mira diretamente a orientação do Banco Central em um momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca estimular o crescimento econômico, ampliar investimentos e reduzir o custo do crédito para famílias e empresas.

Selic segue em patamar elevado

A decisão do Copom foi anunciada em meio a um cenário de inflação ainda acima da meta e de incertezas no ambiente internacional. O Banco Central afirmou, no comunicado da reunião, que a condução da política monetária exige “serenidade e cautela” e deixou em aberto os próximos passos.

Apesar do corte, a Selic de 14,25% ao ano continua comprimindo a atividade econômica. Juros elevados tornam mais caro o financiamento para consumidores e empresas, encarecem empréstimos, reduzem o apetite por investimentos produtivos e ampliam a remuneração dos investimentos financeiros atrelados à taxa básica.

Esse é o ponto central da crítica de Lindbergh: para o parlamentar, a política monetária atual preserva uma lógica favorável ao rentismo, em detrimento da produção, do emprego e do desenvolvimento nacional.

Pressão política sobre o Banco Central

A fala de Lindbergh reforça a pressão de setores do campo progressista sobre o Banco Central e sobre Gabriel Galípolo. Embora o corte da Selic tenha sido visto como um movimento na direção esperada pelo governo, a redução de apenas 0,25 ponto percentual foi considerada insuficiente por críticos da atual política monetária.

O debate sobre juros segue como um dos principais temas da economia brasileira. De um lado, o Banco Central argumenta que precisa manter a política monetária restritiva para assegurar a convergência da inflação à meta. De outro, parlamentares e economistas críticos da austeridade monetária afirmam que a Selic em patamar tão elevado trava o crescimento, penaliza trabalhadores e compromete a retomada do investimento produtivo.

Para Lindbergh, o Banco Central precisa mudar de prioridade.

“O Banco Central precisa parar de governar para a Faria Lima e começar a responder ao povo brasileiro!”

 

Fonte: https://www.brasil247.com

Nota da CUT: redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual é insuficiente

 

Em nota oficial, a Central Única dos Trabalhadores reforça que redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic é insuficiente para o Brasil e põe freio no desenvolvimento

A Central Única dos Trabalhadores - CUT Brasil - manifesta sua profunda insatisfação com a decisão do Conselho de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, de reduzir a taxa básica de juros (taxa Selic) em apenas 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,25% ao ano. Essa redução tímida não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo.

A política monetária do Banco Central ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo, e prefere manter o Brasil refém da especulação financeira. Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado.

A redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe, mais uma vez, os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central. Na prática, essa autonomia serve apenas para blindar a autarquia das demandas populares e do projeto de crescimento referendado pelas urnas, mantendo a instituição de costas para o país. A verdadeira independência de uma autoridade monetária deveria estar comprometida com o pleno emprego e com a soberania econômica nacional, e não com a defesa intransigente de uma cartilha que sabota a produção e o povo brasileiro.

Reforçamos a necessidade de democratizar o debate público sobre os rumos da taxa de juros. O povo trabalhador precisa ocupar esse debate, pressionar e exigir uma política monetária comprometida com o desenvolvimento econômico e a justiça social. A taxa de juros envolve a vida de todo mundo que trabalha e não pode continuar sendo definida de forma isolada, distante das necessidades reais da sociedade. Defendemos a participação ativa da classe trabalhadora nessa governança, garantindo que a realidade das periferias, do comércio e do do mundo do trabalho seja colocada na mesa antes de qualquer decisão que impacte o custo de vida e o sustento das famílias. A CUT seguirá defendendo que o Banco Central avance na redução expressiva da taxa de juros. Orientamos todas as entidades sindicais e convidamos o povo brasileiro a seguirem mobilizados e atuantes na Campanha Permanente Menos Juros, Mais Empregos, pela redução da taxa de juros e pelo fim da autonomia do Banco Central e exigindo uma política econômica soberana, voltada para o desenvolvimento nacional, para o crédito acessível e para a efetiva valorização do trabalho.

Se é importante para o povo brasileiro, é uma luta da CUT!

17 de junho de 2026
Direção Executiva Nacional da CUT

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Lula abre 12,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

 Pesquisa CNT mostra presidente com 49,3% contra 36,8% de Flávio Bolsonaro em eventual disputa presidencial

Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Andressa Anholete/Agência Senado )

Lula abre 12,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno, segundo a 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. No cenário estimulado para uma eventual disputa presidencial entre os dois, o presidente aparece com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador.

De acordo com a Pesquisa CNT de Opinião, brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos entrevistados se declararam indecisos. O resultado indica vantagem numericamente ampla de Lula sobre o principal nome testado da oposição no cenário de segundo turno.

O levantamento também mostra que Lula vence todas as simulações de segundo turno apresentadas. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer. Em todos os casos, o presidente aparece à frente.

No comparativo direto com Flávio Bolsonaro, Lula reúne quase metade do eleitorado pesquisado. A distância de 12,5 pontos percentuais entre os dois reforça o peso do presidente em uma eleição ainda marcada pela polarização, mas com sinais de redução da adesão ao bolsonarismo, segundo a síntese da própria pesquisa.

O diretor do Instituto MDA, Marcelo Souza, afirma no relatório: “Lula mantém vantagem eleitoral e vence todos os cenários de segundo turno, mas governa em ambiente de opinião pública equilibrado, com aprovação e desaprovação próximas. Flávio Bolsonaro é o adversário mais competitivo entre os nomes testados, ao mesmo tempo em que enfrenta rejeição elevada.”

Dados técnicos: a pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 10 e 14 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A coleta foi presencial domiciliar, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04256/2026. 

pesquisa-cnt-mdaPesquisa CNT/MDA(Photo: Gerado por IA)Gerado por IA

Conteúdo postado por: Redação Brasil 247