segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Em 1º ato, Lula reúne multidão, defende terras raras e fala em eleger maioria no Congresso

 

Em ato no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, neste domingo (16/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou a direita, defendeu a exploração das terras raras pelo Brasil e afirmou ser necessário eleger maioria no Congresso Nacional.

“Eu sou o primeiro presidente da República eleito três vezes. Enquanto eu for vivo, não vou permitir parar de lutar e deixar a direita governar. Uma direita que ficava dando risada das crianças que estavam morrendo por falta de remédio. Uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas da Covid por irresponsabilidade com a vacina”, afirmou Lula.

Ao citar sobre terras raras, Lula afirmou que “a gente não quer exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas dele. Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, industrializar aqui, produzir aqui, gerar emprego aqui e gerar riqueza”.

Ao defender uma maior base de apoio no Legislativo, Lula afirmou que “precisa eleger a maioria no Congresso Nacional”.

O presidente reforçou que pretende criar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, caso o Congresso aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.“Vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir a responsabilidade com estados e municípios, pra gente libertar o povo das vilas mais pobres”, ressaltou.

O ato foi acompanhado pelo candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e pelo candidato à reeleição como vice-presidente na chapa, Geraldo Alckmin (PSB).Campanha eleitoral

Mais cedo, em vídeo publicado nas redes sociais, Lula afirmou que o cidadão deve escolher quem representa suas expectativas para o país.

“Você não precisa votar em mim, não. Vote em você. Vote no seu desejo, no seu sonho, na crença que você tem de quem pode fazer as coisas pelo Brasil, e durma tranquilo”, afirmou Lula em post no Instagram. 

Fonte: Metrópoles

 

Varejo brasileiro avança 4,7% em julho impulsionado pelo mercado de trabalho, revela Stone

 Crescimento anual do setor atinge 24 estados, mas juros altos e endividamento ainda limitam recuperação ampla

        O volume de vendas do varejo brasileiro registrou um crescimento de 4,7% no mês de julho em comparação ao mesmo período de 2025. Na margem mensal, o setor apresentou um avanço de 0,9% na comparação com junho, segundo dados do indicador da empresa de meios de pagamento StoneCo divulgados nesta segunda-feira (17), informa a Reuters.

O desempenho do mês mostrou reação em grande parte do setor. No confronto mensal, cinco dos oito segmentos pesquisados pela empresa registraram expansão no volume de vendas em julho. O destaque positivo ficou com a categoria de Artigos Farmacêuticos, que liderou as altas do mês com uma evolução de 2,5%.

Na avaliação interanual — comparando julho deste ano com o mesmo mês de 2025 —, o ritmo de recuperação se mostrou ainda mais abrangente, com taxas positivas em sete dos oito setores analisados. A maior alta foi contabilizada pelo segmento de Combustíveis e Lubrificantes, que disparou 9,1%. Em contrapartida, o setor de Tecidos, vestuário e calçados figurou como a única retração do período, acumulando uma queda de 5,6%.

Geograficamente, a expansão do consumo espalhou-se por quase todo o território nacional. Dos 27 entes federativos, 24 estados registraram crescimento nas vendas na comparação anual. O Estado de Roraima liderou o ranking nacional com um avanço de 18,2%. Entre as macro-regiões do país, o Norte despontou com o melhor desempenho relativo ao alcançar uma alta de 6,6%.

De acordo com Guilherme Freitas, economista e pesquisador da StoneCo, os números consolidam a trajetória de recuperação do setor comercial iniciada em junho, embora o ambiente macroeconômico ainda imponha entraves relevantes para o consumo das famílias.

“O mercado de trabalho continua sendo o principal sustentáculo do consumo, com desemprego baixo, renda em nível elevado e crescimento do rendimento real. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda das famílias e o custo ainda alto do crédito segue limitando uma recuperação mais disseminada, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento”, explicou Freitas.

O economista ressaltou ainda que, embora o ciclo de flexibilização monetária e redução das taxas de juros tenda a aliviar as condições financeiras do país, os reflexos positivos no comércio não ocorrem de forma imediata. Segundo Freitas, os efeitos da queda dos juros ainda devem levar algum tempo para se refletir de maneira mais ampla e consistente na atividade econômica geral.

Fonte:https://www.brasil247.com/




quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Brasil avança em 71% dos indicadores de desigualdade com melhorias na renda, emprego e meio ambiente

Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta avanços no mercado de trabalho e segurança alimentar

30.08.2024 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à nova unidade da AeC em João Pessoa, seguida de encontro com jovens trabalhadores da empresa, na sede da AeC. João Pessoa - PB30.08.2024 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à nova unidade da AeC em João Pessoa, seguida de encontro com jovens trabalhadores da empresa, na sede da AeC. João Pessoa – PB Crédito: RICARDO STUCKERT/PR

247 – O Brasil apresentou avanços significativos na redução das vulnerabilidades sociais e econômicas ao registrar melhora em 71% dos 38 indicadores de desigualdade monitorados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (12) com base em dados apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), integra as ações do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, informa o Metrópoles.

De acordo com o estudo, o panorama comparativo entre 2024 e 2025 reflete progressos consolidados em áreas cruciais para o desenvolvimento social, tais como mercado de trabalho, desenvolvimento humano, renda, segurança alimentar, educação e preservação ambiental.

No âmbito do mercado de trabalho, a taxa de desocupação recuou para 5,6% em 2025, atingindo o menor patamar de toda a série recente de monitoramento. A retração do desemprego estendeu-se a todos os grupos populacionais, beneficiando inclusive mulheres e pessoas negras. O estudo pondera, contudo, que as disparidades históricas entre esses recortes demográficos continuam a exigir atenção do poder público.

O indicador de renda e combate à pobreza também registrou evolução expressiva: o rendimento médio real das famílias brasileiras teve uma alta de 5,3% no período. Paralelamente, observou-se uma diminuição consistente na proporção de indivíduos vivendo em situação de pobreza extrema e extrema vulnerabilidade, medida pela parcela da população em domicílios com renda per capita de até um quarto e até meio salário mínimo.

Na área da segurança alimentar, a pesquisa aponta que os índices de insegurança alimentar moderada e grave caíram de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024. A evolução no combate à fome foi acompanhada pela diminuição nos quadros de desnutrição infantil e entre a população idosa.

A educação brasileira registrou avanços simultâneos na alfabetização e no acesso ao ensino. O levantamento constatou a queda na taxa geral de analfabetismo, com destaque para as reduções observadas entre idosos e a população negra. Além disso, houve ampliação da frequência de crianças de zero a três anos em creches, avanço do atendimento na educação infantil e crescimento nas taxas líquidas de escolarização tanto no ensino médio quanto no ensino superior.

No setor ambiental, os dados apontam expressiva mitigação de danos ambientais. O país computou uma redução de 20,6% no desmatamento em 2025, além de registrar uma queda de 16,7% nas emissões de gases de efeito estufa no consolidado de 2024.

Desafios estruturais permanecem no horizonte

Apesar dos avanços observados na maioria das frentes avaliadas, o relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades ressalta que as desigualdades estruturais de gênero e raça ainda constituem um obstáculo central para o desenvolvimento pleno do país.

Entre as métricas que apresentaram degradação no período figuram a concentração de renda, a desigualdade salarial entre homens e mulheres, o risco geológico em áreas vulneráveis, o comprometimento da renda com o gasto com aluguel e a sobrerrepresentação da população negra no sistema prisional. Além desses pontos, registraram piora os índices de mortalidade materna e a cobertura do saneamento básico na Região Norte.

 

Fonte: https://www.brasil247.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

20 anos da Lei Maria da Penha: entenda como a legislação evoluiu neste período

Lei é uma das mais avançadas do mundo por ter transformado o enfrentamento à violência contra a mulher. Para a CUT, proteção às mulheres depende também de políticas públicas, educação e mudanças culturais

        Neste dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa 20 anos como o principal instrumento de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Considerada uma das legislações mais avançadas do mundo sobre o tema, ela mudou a forma como o Estado enfrenta esse tipo de violência, garantindo proteção às vítimas, ampliando a responsabilização dos agressores e reconhecendo que a violência doméstica é uma violação dos direitos humanos.

Durante o mês de agosto, o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, promove ações para divulgar os direitos garantidos pela Lei Maria da Penha, orientar sobre as formas de violência e informar como acessar a rede de proteção e os canais de denúncia, como o Ligue 180.

Apesar dos avanços da lei, a realidade continua alarmante. Somente no primeiro semestre de 2026, o país registrou 732 feminicídios, média de quatro mulheres assassinadas por dia. Cerca de 65% das vítimas são mulheres negras. Em 2025, foram 1.571 casos, recorde pelo quarto ano consecutivo. Os números mostram que, embora a Lei Maria da Penha seja um marco na proteção dos direitos das mulheres, ela não atua sozinha.

Especialistas e entidades que atuam no enfrentamento à violência defendem que sua efetividade depende do fortalecimento da rede de proteção, da fiscalização do cumprimento das medidas protetivas, da ampliação das políticas públicas de acolhimento e autonomia das mulheres, além de ações permanentes de prevenção e educação para enfrentar a cultura machista que sustenta esse tipo de violência.

A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, reforça que o Brasil tem avançado nos últimos anos ao fortalecer a legislação e ampliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres. Exemplos são mudanças recentes a execução imediata de medidas protetivas cíveis sem exigir ação judicial principal, a prioridade para o uso de tornozeleira eletrônica no agressor em risco iminente, e novas regras mais rígidas para a audiência de retratação da vítima.

No entanto, Amanda ressalta, que ainda existem desafios importantes. “Na legislação trabalhista, por exemplo, faltam mecanismos de proteção para as vítimas, que muitas vezes são agredidas até mesmo no ambiente de trabalho e não encontram o amparo psicológico de que precisam. Muitas seguem trabalhando com as sequelas físicas e emocionais das agressões", afirma Amanda Corcino.

Paralelamente, a dirigente destaca que há categorias que incluem em suas negociações coletivas mesmas específicas sobre o tema.

Conquista histórica

Mesmo diante de uma realidade que ainda expõe milhares de mulheres à violência, Amanda Corcino celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha como uma conquista histórica do movimento feminista, mas ressalta que a data também deve servir para refletir sobre os desafios que o país ainda precisa enfrentar.

"Essa conquista é fruto da luta incansável do movimento feminista e da coragem de mulheres como Maria da Penha, que transformaram a sua dor em resistência", afirma.

Segundo a dirigente, a legislação representou um avanço ao reconhecer a violência doméstica como crime e estabelecer mecanismos como as medidas protetivas e os juizados especializados. No entanto, ela ressalta que a violência continua sendo alimentada por desigualdades estruturais.

"As profundas desigualdades de gênero dificultam o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, criando, muitas vezes, uma dependência econômica que leva muitas mulheres a se sujeitarem a agressões para garantir o seu sustento e dos seus filhos."

Amanda também chama atenção para o crescimento dos discursos de ódio contra as mulheres. "A narrativa misógina e machista, transformada em discurso de ódio, tem um grande impacto e impulsiona a violência."

Para ela, a CUT seguirá cobrando políticas públicas efetivas e combatendo a cultura machista e patriarcal para que todas as mulheres possam viver livres da violência.

O feminicídio é o último estágio da violência

A experiência acumulada ao longo desses 20 anos também mostrou que o feminicídio raramente acontece de forma repentina.

Antes do assassinato, geralmente existe um ciclo marcado por controle, ameaças, humilhações, isolamento, violência psicológica, agressões físicas e outras formas de violência que muitas vezes são naturalizadas.

Compreender como as desigualdades entre homens e mulheres são construídas e reproduzidas na sociedade é apontado como um passo essencial para romper esse ciclo antes que ele chegue ao desfecho mais extremo.

"O feminicídio é a expressão máxima. Antes disso aconteceram outros casos e, se a gente pudesse ter identificado, nós poderíamos ter salvado a vida daquela mulher."

Por isso, especialistas defendem que políticas de prevenção e educação caminhem lado a lado com a aplicação da lei. Promover relações baseadas no respeito e na igualdade desde a infância é considerado um dos caminhos para reduzir a violência de gênero.

Medidas protetivas precisam ser fortalecidas

As medidas protetivas de urgência são um dos principais instrumentos criados pela Lei Maria da Penha para interromper o ciclo da violência.

Na prática, porém, ainda enfrentam dificuldades. Levantamentos mostram que parte dos feminicídios ocorre contra mulheres que possuíam medidas protetivas em vigor. A insuficiência de tornozeleiras eletrônicas, a limitação das equipes de acompanhamento e a dificuldade de fiscalizar todos os casos comprometem a efetividade dessa proteção.

Ao mesmo tempo, o aumento da procura por medidas protetivas demonstra que mais mulheres têm buscado apoio do sistema de Justiça, reforçando a importância de ampliar a estrutura da rede de atendimento para garantir que a proteção prevista na lei se concretize.

A responsabilidade no mundo do trabalho

Para a CUT, combater a violência contra as mulheres também significa atuar dentro dos locais de trabalho. A Central orienta que acordos e convenções coletivas incorporem cláusulas de proteção às trabalhadoras em situação de violência doméstica, garantindo condições para que elas possam romper o ciclo da violência sem perder o emprego.

Em maio deste ano, a entidade lançou a Campanha Permanente de Combate ao Feminicídio – "Pela vida das mulheres, a luta é de todos", que busca transformar o enfrentamento à violência em uma ação permanente nos sindicatos, ampliando a formação de dirigentes, fortalecendo as redes de acolhimento e incentivando a inclusão de cláusulas de proteção nas negociações coletivas.

Duas décadas depois da criação da Lei Maria da Penha, a avaliação é que o Brasil avançou ao construir um dos mais importantes instrumentos legais de proteção às mulheres. O desafio agora é fazer com que essa proteção alcance todas aquelas que ainda convivem diariamente com a violência, antes que ela chegue ao seu desfecho mais extremo: o feminicídio.

Agosto Lilás reforça a divulgação dos direitos e da rede de proteção às mulheres

Os 20 anos da Lei Maria da Penha são celebrados durante o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, instituída pela Lei nº 14.448/2022. Ao longo do mês, governos, instituições e organizações da sociedade civil promovem ações para divulgar os direitos assegurados às mulheres, orientar sobre as diferentes formas de violência e ampliar o conhecimento sobre os serviços de acolhimento e proteção disponíveis.

Como parte da mobilização deste ano, o Ministério das Mulheres preparou uma série de conteúdos para explicar como funciona a Lei Maria da Penha, quais são as medidas protetivas de urgência, como acessar a rede de atendimento e quais canais podem ser utilizados para buscar orientação ou denunciar situações de violência.

Um dos principais serviços é a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que oferece informações sobre direitos, orienta as vítimas e encaminha denúncias aos órgãos competentes. O atendimento é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acionado pela própria mulher ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência. Em casos de emergência, a orientação é ligar para a Polícia Militar pelo telefone 190.

Fonte: https://www.cut.org.br/

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Diferenças socioeconômicas continuam sendo um dos principais fatores para explicar a vantagem da rede privada sobre a rede pública no Ideb, mas a distância entre as redes está diminuindo

 

As escolas privadas continuam apresentando médias superiores às da rede pública no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação no país. No entanto, os dados mais recentes mostram uma redução gradual dessa diferença, impulsionada pelo avanço das escolas públicas e pela estagnação — ou até queda — do desempenho da rede particular em algumas etapas de ensino.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a rede pública alcança média em torno de 6,1, enquanto as escolas privadas registram aproximadamente 7,1. Nos anos finais, a rede pública chega a cerca de 5,0, reduzindo a distância observada nas séries anteriores. Já no ensino médio, etapa considerada a mais desafiadora para ambas as redes, as notas permanecem mais baixas: a rede pública avançou para 4,3, enquanto a privada recuou para 5,8.

Embora os números indiquem uma aproximação entre os desempenhos, especialistas apontam que o nível socioeconômico dos estudantes continua sendo um dos principais fatores para explicar a vantagem da rede privada. Em geral, alunos de escolas particulares pertencem a famílias com maior renda e escolaridade, o que amplia o acesso a recursos educacionais, como aulas de reforço, atividades extracurriculares, materiais didáticos, tecnologia e ambientes mais favoráveis ao estudo.

Além disso, o acompanhamento familiar tende a ser mais frequente entre estudantes de maior nível socioeconômico, favorecendo a continuidade da aprendizagem e o desempenho nas avaliações. Esse conjunto de condições cria oportunidades que vão além da sala de aula e influencia diretamente os resultados educacionais.

Outro aspecto que exige cautela na comparação entre as redes é a metodologia de avaliação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), base para o cálculo do Ideb. Enquanto a rede pública tem 100% de suas escolas avaliadas, a rede privada participa por meio de uma amostragem, o que torna as comparações menos diretas.

A diferença também se reflete na infraestrutura e na capacidade de investimento. Em geral, escolas particulares dispõem de mais recursos para aquisição de materiais, manutenção de equipamentos, formação de professores e organização das rotinas pedagógicas. Ainda assim, a evolução gradual da rede pública demonstra que políticas voltadas à melhoria da aprendizagem e ao aumento das taxas de aprovação vêm contribuindo para reduzir a desigualdade de desempenho.

Os resultados reforçam que, embora persistam diferenças associadas às condições socioeconômicas, a melhoria contínua da educação pública tem encurtado a distância histórica em relação à rede privada. O desafio permanece em garantir que fatores externos à escola, como renda, acesso a bens culturais e apoio familiar, tenham peso cada vez menor na definição das oportunidades educacionais dos estudantes brasileiros.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Weverton Rocha reafirma confiança no esclarecimento dos fatos

Em relação à operação realizada na manhã desta terça-feira em sua residência pela Polícia Federal, o senador Weverton Rocha afirmou que está enfrentando a situação com tranquilidade, confiante de que os fatos serão devidamente esclarecidos durante a apuração. Segundo ele, as movimentações citadas, que são decorrentes de atividades profissionais e empresariais regularmente declaradas.

O senador ressaltou que já esperava enfrentar ataques em razão da proximidade do período eleitoral e de suas posições políticas. Mesmo diante do momento, reafirmou que permanece tranquilo e seguirá firme em sua atuação política e no compromisso de defender os interesses da população maranhense. 

Segue nota na integra

Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques.

Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos.

Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder.

Todas as movimentações mencionadas são   fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.

Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam.



Fonte:https://www.pracomecodeconversa.com/



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Campanha Nacional de Vacinação 2025: crianças e adolescentes de até 15 anos precisam atualizar a caderneta

      

  Pais e responsáveis já podem levar crianças e adolescentes de até 15 anos para atualizar a Caderneta Nacional de Vacinação. A Campanha Nacional de Vacinação 2025 segue até 31 de outubro, com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação disponíveis nas unidades de saúde em todo o Brasil.

A iniciativa do Ministério da Saúde busca ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização.

Governo reforça distribuição de vacinas

Para garantir o abastecimento da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 6,8 milhões de doses de vacinas e destinou R$ 150 milhões aos estados e municípios para fortalecer a organização das ações de vacinação em todo o país.

Durante o lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da vacinação para prevenir doenças graves e reforçou a segurança dos imunizantes utilizados no Brasil.

Segundo o ministro, muitas doenças que hoje são raras, como poliomielite e meningite, deixaram de ameaçar milhares de crianças graças ao compromisso das famílias com a vacinação ao longo das últimas décadas.

Durante a campanha, estarão disponíveis as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, entre elas:

·      BCG;

·      Hepatite B;

·      Pentavalente (DTP/Hib/HB);

·      Poliomielite inativada;

·      Rotavírus;

·      Pneumocócica 10 valente;

·      Meningocócica C e ACWY;

·      Influenza (gripe);

·      Covid-19;

·      Febre amarela;

·      Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

·      Varicela (catapora);

·      DTP;

·      Hepatite A;

·      HPV.

A recomendação é que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem quais doses precisam ser aplicadas.

Como forma de ampliar o alcance da campanha, o Ministério da Saúde utilizará o aplicativo Meu SUS Digital para enviar lembretes e informações sobre a vacinação. A expectativa é alcançar cerca de 40 milhões de brasileiros.

Pelo aplicativo, disponível gratuitamente para celulares Android, iPhone e também na versão web, é possível consultar a Caderneta Digital da Criança, acompanhar o histórico de vacinação e verificar quando serão necessárias as próximas doses. Para acessar o serviço é preciso ter uma conta Gov.br.

O Ministério da Saúde afirma que os resultados da recuperação da cobertura vacinal já começam a aparecer. Entre 2022 e 2024, a vacinação contra a poliomielite em crianças menores de dois anos registrou crescimento de 17%, enquanto a cobertura da vacina tríplice viral aumentou 40%.

A preocupação também se estende ao sarampo, devido ao aumento de casos em países da América do Norte. Por isso, o governo reforçará a vacinação contra a doença para pessoas entre 12 meses e 59 anos de idade, conforme as recomendações do calendário vacinal.

Um dos principais momentos da campanha será o Dia D de Mobilização Nacional, marcado para 18 de outubro. Nesta data, postos de saúde de todo o país terão funcionamento especial para facilitar o acesso da população à vacinação.

Apesar da mobilização, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação ocorre durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O objetivo do Dia D é ampliar o número de pessoas imunizadas, especialmente em regiões com maior concentração de crianças e adolescentes.

Manter a caderneta de vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de proteger crianças, adolescentes e toda a comunidade contra doenças que podem causar complicações graves. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima e verificar se há vacinas pendentes antes do encerramento da campanha, em 31 de outubro.