sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Militância reafirma apoio a Monteiro


Uma grande festa democrática. Assim foi o lançamento das chapas, “O Partido que Muda o Brasil”, para o Diretório Nacional do PT; “Construindo Um Novo Maranhão”, para o Diretório Estadual; e “Construindo Uma Nova São Luís”, para o Diretório Municipal. O evento contou com a presença do ex- senador José Eduardo Dutra, que concorre à presidência do Diretório Nacional.
O evento contou com a participação da militância petista de todo o Estado, lideranças políticas, prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, jornalistas, sindicalistas e representantes da sociedade civil. O encontro aconteceu na Churrascaria Querência dos Pampas, que ficou lotada.
“Este é um momento especial, pois mostra a união de todos em torno da chapa do companheiro Zé Eduardo Dutra, que representa a nossa tendência, Construindo um Novo Brasil (CNB). É o momento que também apresentamos os nossos candidatos Monteiro, ao Diretório Estadual e Fernando Silva, ao Diretório Municipal. Estamos aqui, também, com candidatos de outras chapas que apóiam a CNB. O que temos neste momento, é um movimento de fortalecimento do partido em nosso Estado. Sairemos forte do PED e teremos mais força nas eleições de 2010”, disse o deputado federal Washington Luiz.
Durante o lançamento das chapas o ex-senador José Eduardo Dutra, falou da história do PT e da sua trajetória política. Destacou o importante momento que o partido vive e a confiança que tem na militância do Partido, que a cada dia, segundo o ex-senador, está mais afinada com os projetos do PT para o crescimento do Brasil.
“Estamos unidos em torno de um projeto de Brasil, a longo prazo, que teve início a partir do primeiro mandato do presidente Lula. Agora iremos lutar pelo terceiro mandato do nosso partido. O primeiro sem Lula na cédula ou na maquininha. Lá estará o nome de Dilma, a nossa candidata. E o fortalecimento deste terceiro mandato da gestão PT começa agora com o PED”, explicou José Eduardo Dutra.
Candidato a presidência do Diretório Estadual, Monteiro falou sobre as mudanças feitas pelo presidente Lula e disse que o projeto do PT para o Brasil não pode parar.
“O Partido no Maranhão precisa se, recompor para, que possa ser uma importante base para as eleições de 2010. Temos grandes batalhas e vamos vencê-las”, ressaltou Monteiro.
Fernando Silva, candidato à presidência do Diretório Municipal, também falou sobre a importância da recomposição em todo o Estado e disse que a sua candidatura se baseia em trabalhar para este fortalecimento.
Presente ao evento o superintendente da Caixa Econômica no Maranhão, José Carlos Nunes Junior, falou que se sentiu honrado em participar do lançamento, pois se considera um soldado do governo Lula, e tem uma grande admiração pela democracia do PT, que realiza eleições para escolher os seus dirigentes.
Coletiva – Antes do ato de lançamento das chapas, José Eduardo Dutra concedeu uma entrevista coletiva, onde além das eleições do PED, ele respondeu perguntas sobre eleições 2010, alianças e Petrobras.
Quanto à aliança do PT com outros partidos para as eleições 2010 o ex-senador foi taxativo ao afirmar que um partido que certamente não haverá aliança é com o PSDB.
“Quanto às alianças locais, esse é um assunto que o diretório do Maranhão vai amadurecer conversar e tomar a sua decisão. Mas isso não é para agora. O importante é o fortalecimento da nossa tendência, a CNB, para assim, o PT partir forte e unido rumo a 2010”, esclareceu José Eduardo Dutra.

sábado, 19 de setembro de 2009

JOSÉ DIRCEU VISITA SÃO LUÍS NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA(23)


Nesta quarta-feira (23), o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, estará em São Luís onde manterá contato com a militância do PT e movimentos sociais. O ex-ministro tem visitado muitas capitais brasileiras onde tem conversado sobre eleições de 2010, alianças partidárias, momento político, crise econômica e o Processo de Eleição Direta (PED), do PT.
Contamos com a presença de todos os militantes, sindicalista, movimentos sociais e sociedade em geral.

Washington Luiz
Deputado Federal (PTMA)

Programação da visita de José Dirceu no Maranhão
15h30: Entrevista coletiva
Local: Plenarinho, na Assembléia Legislativa
Em seguida: Visita ao presidente da Assembléia Legislativa e aos deputados estaduais.
Local: Assembléia Legislativa
17 horas: Encontro com a militância, lideranças sindicais e movimentos sociais, quando falará sobre os temas acima citados.
Local: auditório Fernando Falcão, na Assembléia Legislativa

Abaixo breve biografia de José Dirceu
José Dirceu de Oliveira e Silva nasceu em Passa Quatro, no Estado de Minas Gerais, no dia 16 março de 1946. Advogado, formou-se pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1983 e fez pós-graduação em Economia na mesma instituição. Foi Deputado Estadual de 1987 a 1991 (PT-SP), Deputado Federal de 1991 a 1995 (PT-SP), Deputado Federal de 1999 a 2003 (PT-SP).
Em 2002, José Dirceu foi reeleito deputado federal por São Paulo. Integrante da coordenação das campanhas eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 1989, 1994 e 1998, José Dirceu assumiu em 2002 a importante tarefa histórica de ser o coordenador-geral da campanha de Lula à Presidência.
Durante reunião do Diretório Nacional do PT, em 7 de dezembro de 2002, em São Paulo, José Dirceu licenciou-se da presidência do PT para participar do governo do presidente Lula. Foi substituído pelo então deputado federal José Genoino (SP), vice-presidente nacional do PT.
No dia 1º de janeiro de 2003, José Dirceu foi nomeado pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República. José Dirceu licenciou-se do cargo de Deputado Federal eleito por São Paulo e assumiu a Chefia da Casa Civil, tendo como responsabilidades fundamentais da Pasta a articulação política do governo e a coordenação da ação governamental. Em 16 de junho de 2005, Dirceu deixou o Ministério.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dois pesos e duas medidas

A grande mídia mais uma vez fez questão de ignorar o aumento acima da inflação dado ao setor judiciário. Quando os servidores públicos do executivo conseguem negociar qualquer benefício, por menor que seja, as grandes redes de comunicação logo procuram os mais diversos “técnicos” para alardear o quanto esse acordo afetará as contas do país. Entretanto, quando as benesses são direcionadas ao setor mais abastado da sociedade, o que vemos são algumas linhas justificando a necessidade do aumento dado ao setor.

Não somos contra reajustes. No entanto, esperávamos que pelo menos fossem isonômicos. Não podemos aceitar que alguns setores sejam privilegiados em detrimento de outros, principalmente quando os que estão sendo privilegiados novamente agora, também já o foram no passado.

Os servidores públicos federais, por exemplo, estão no meio de uma briga com o Ministério do Planejamento, para que sejam cumpridos os acordos assinados com a categoria ainda no ano passado. O ministro Paulo Bernardo acena com a possibilidade de o governo não cumprir parte do que foi negociado com a desculpa de uma queda na arrecadação em função da crise econômica mundial. Ora, se o governo está tendo dificuldade de cumprir o que foi negociado há mais de um ano, por que o tratamento diferenciado com o judiciário?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Após declarações do governo pró-Rafale, norte americanos já falam em transferir tecnologia

Bastou o governo brasileiro ventilar a possibilidade de fechar o acordo da compra de caças Rafale, de fabricação francesa para a Força aérea Brasileira, que o governo americano voltou atrás e já aceita transferir tecnologia para empresas brasileiras. Essa é mais uma vitória da política de relações exteriores do governo LULA. O país ainda não tem capacidade própria de fabricar aeronaves de guerra de última geração. No entanto, também não pode continuar dependendo eternamente de outros países, principalmente em algo tão complicado como a indústria bélica.

Com a possibilidade real de o Brasil adquirir os caças F 18 super Hornet, fabricados pela americana Boeing, a FAB terá uma melhora significativa em sua missão de garantir a segurança nacional, além de proporcionar à Embraer a possibilidade de se afirmar também na produção de jatos de guerra de última geração com a transferência de tecnologia por parte dos fabricantes norte americanos.

A Boeing assumiu o compromisso de transferência de tecnologia da aeronave depois da aprovação que o governo dos EUA deu para a transferência do pacote do F-18. Segundo os representantes da Boeing, essa é uma decisão irreversível.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A governabilidade não pode se sobrepor a ética

A suposta “governabilidade” está saindo por um preço muito alto para o governo e para os partidos do campo da esquerda que o apóiam. O próprio PT, já perdeu dois senadores por conta desse apoio incondicional ao presidente do Senado José Sarney (PMDB/AP). Não podemos cair na armadilha montada pelo PSDB para colocar a opinião pública contra o que seria uma incoerência, o apoio de partidos do campo popular e progressista a um velho coronel, marcado por práticas oligarcas de apropriação de cargos públicos para distribuição aos seus familiares e correligionários, para manter seus feudos regionais.

A sociedade começa a cobrar essa fatura, pois não tem cabimento em nome de uma suposta governabilidade fecharmos os olhos para tantas denúncias contra o velho oligarca maranhense. Algumas denúncias são muito graves, e precisam ser apuradas a fundo, tanto pelo Ministério Público, quanto pelo próprio Senado Federal. Afinal, se pelo menos uma das denúncias forem comprovadas, ficará mais do que caracterizada a falta de decoro, e como conseqüência, a incapacidade de o Senador Sarney continuar presidindo o Senado brasileiro.

Não devemos condenar antecipadamente ninguém, no entanto, não podemos referendar a absolvição de cidadão algum que tenha denúncias contra si, sem pelo menos abrir o processo de investigação. Principalmente quando estamos tratando do presidente de uma instituição tão importante para o País. Os princípio éticos precisam prevalecer a tudo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A composição do Senado e a crise

A crise no senado brasileiro talvez seja um reflexo de sua própria composição. Segundo levantamento da Folha de São Paulo, e usado em matéria de Fernando Barros de Mello e Pedro Dias leite, 27 doa 81 senadores tem algum tipo de problema com a Justiça. Realmente não é possível esperar isenção nos julgamentos de colegas com uma composição parlamentar tão comprometida com ações supostamente ilícitas. O que piora ainda mais o desempenho da Casa é o grande número de suplentes, que apesar estarem senadores, não tiveram um único voto para isso. Ou seja, a maior crise não é política, como alguns teimam em afirmar, o problema é estrutural. Não podemos encontrar coerência nas ações de senadores que foram diplomados em um processo incoerente.

O Brasil precisa de uma reforma política completa urgentemente, e não apenas esse arremedo que tramita na Câmara dos Deputados. Não podemos mais admitir que pessoas que tenham algum problema com a Justiça busquem em um mandato parlamentar o porto seguro que precisam para escapar das acusações. Da forma como as coisas são feitas atualmente temos que conviver, por exemplo, com um Vice-presidente do Senado da República, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que responde a dois inquéritos no STF por irregularidades em licitação pública e crime contra a administração. E nas Comissões Especiais, a coisa não é diferente. Temos vários senadores com problemas judiciais que são vice-presidentes ou até mesmo presidentes, como é o caso do senador Fernando Collor (PTB/AL), presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura, que responde a processo por falsidade ideológica, peculato, tráfico de influência e corrupção ativa. Todos negam as acusações, entretanto, enquanto não tivessem sido inocentados, deveriam estar impedidos de concorrer a qualquer cargo público.

Ou mudamos as regras, ou corremos o risco de a população perder a confiança definitivamente nesta instituição que é tão importante para a democracia e para o Brasil. Não podemos aceitar que um terço do Senado atualmente tenha pendências judiciais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Tropa de choque tenta segurar Sarney

Os aliados do senador José Sarney (PMDB/AP), esperavam que com o recesso parlamentar, o velho oligarca tivesse uma folga. No entanto, o que se viu foi um verdadeiro derrame de denúncias contra o presidente do Senado, sua família, e os velhos vícios dos coronéis em suas ligações com o Poder. Agora, com o reinício das atividades no Congresso Nacional, e a volta dos senadores à tribuna da casa, os discursos pedindo a renúncia do presidente Sarney voltaram a aparecer. Para tentar neutralizar essa tendência, os aliados de Sarney partiram para o ataque logo no primeiro dia após o recesso contra todos os senadores que se dispuseram a pedir pela renúncia do presidente Sarney. Com essa manobra, a tropa de choque do senador maranhense espera segurá-lo na presidencia da casa.


Nesta segunda-feira, o plenário do Senado foi palco de uma cena estranha até para o parlamento brasileiro - envolvido em tantos escândalos. Com discursos acalorados e frases com duplos sentidos e até de natureza chula, como a que o ex-presidente Collor endereçou ao senador Pedro Simon. "São palavras que eu quero que o senhor as engula e as digira como achar conveniente." Com a posição adotada por seus aliados de partir para o ataque, Sarney espera intimidar seus adversários e sair do centro do furacão.


O pior em tudo isso, é que enquanto os coronéis se digladiam e disputam por espaço no Senado, a casa continua parada e gastando o dinheiro dos contribuintes.