terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Governo LULA reinstala Mesa de Negociação Perrmanente

 


Governo federal instala hoje a Mesa Permanente de Negociação com os trabalhadores do setor público federal. Esse é um importante instrumento para valorização dos serviços e servidores públicos.

Após sete anos sendo desprezados e até mesmo desqualificados pelo governo federal, os servidores públicos federais terão a partir de hoje a oportunidade de mais uma vez poder discutir as condições em que se encontram os serviços públicos além de reivindicar melhorias para as condições de trabalho da categoria. Tudo isso perpassa ainda pela recomposição salarial dos servidores que estão há mais de sete anos sem qualquer reajuste, seja em seus vencimentos ou até mesmo  nos benefícios.

O longo tempo sem reajuste e a perda do poder de compra por conta das perdas inflacionárias têm criado muitas expectativas em relação ao funcionamento da mesa nacional de negociação. Entretanto é preciso entender que neste primeiro momento dificilmente a categoria irá conseguir recuperar todas as perdas do período, inclusive porque o governo anterior não deixou margem no orçamento aprovado esse ano para que houvesse sequer recomposição inflacionária para todos os servidores.

As entidades que compõem o fórum dos servidores públicos estão se organizando para nesse primeiro momento aprovar junto à mesa um reajuste emergencial para toda a categoria independente do ramo e colocando para uma discussão mais ampla as especificidades de cada setor.

“É importante que os trabalhadores entendam que após anos de desmonte dos serviços públicos e descaso com os servidores não conseguiremos resolver todas as pendências nesse primeiro momento. Temos que enaltecer a boa vontade do governo em reabrir as negociações e entender que o processo está só recomeçando”, disse Manoel Lages, presidente estadual da CUT e servidor público federal.

O diretor de formação da Condsef, José Figueiredo também chama a atenção da categoria para a necessidade do entendimento de que nada será resolvido imediatamente. “É necessário entender que hoje será somente a instalação da mesa de negociações e fica totalmente descartado sair com percentual definido uma vez que ainda iremos começar o processo de negociações. Vale lembrar que a Condsef/Dieese, têm estudos que já foram apresentados em abril/22, para o então candidato Lula e sua equipe”, disse Figueiredo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Trabalhadores realizam Ato em defesa dos funcionários das Americanas

 

      Na última sexta-feira 3 de fevereiro, sindicalistas realizaram atos em defesa dos trabalhadores das lojas Americanas em todo o Brasil. O clima é de insegurança entre os funcionários da gigante do setor varejista depois do anúncio de um rombo de mais de 40 bilhões nas contas da empresa.

Os empregados temem perder seus empregos e até mesmo não receberem suas verbas rescisórias.  

As manifestações foram convocadas pelos sindicatos dos comerciários e teve o apoio e parceria da CUT e demais centrais sindicais para exigir que os responsáveis pelas fraudes sejam denunciados e punidos.

No Maranhão, o Ato foi convocado pelo Sindicato dos Comerciários e teve a participação do presidente da CUT estadual, Manoel Lages, além de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços - CONTRACs
e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - Abraço.

O protesto ocorreu em frente a filial das Lojas Americanas da rua Grande em São Luís e contou com a participação de dezenas de comerciários indignados com o clima de incerteza sobre o futuro da empresa e por conseguinte, dos funcionários.

“Nós precisamos garantir em primeiro lugar os postos de trabalho, para que nenhum pai de família perca seu emprego nesse momento difícil para todos, paralelo a isso, exigimos investigação célere do caso e a punição exemplar dos responsáveis”, disse Manoel Lages, presidente da CUT Maranhão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

A hipocrisia do "mercado" e seus fraudadores

 


A falta de escrúpulos e a ganância dos controladores do mercado financeiro e seus tentáculos no mercado produtivo desnudadas no recente e escandaloso esquema de corrupção da gigante do setor varejista “Lojas Americanas” mostram as contradições do discurso de que somente o setor privado conseguiria administrar e executar as políticas de investimento do Estado mantendo a idoneidade no processo.

 Os três acionistas majoritários das Americanas Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles são acusados pelos bancos credores de maquiarem as contas da empresa para esconder um rombo bilionário.

A princípio foi especulado que a fraude seria de 20 bilhões, entretanto, ao entrar com o processo de recuperação judicial foi constatado que o rombo nas Americanas é de mais de 40 bilhões. Ou seja, mais que o dobro do que foi especulado inicialmente.

Para piorar a situação, reportagem da revista Veja traz denúncias da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) de que os três envolvidos no escândalo das Americanas são suspeitos de operações fraudulentas em operações fiscais da AMBEV, também controladas por eles.

Segundo estudo feito pela consultoria AC Lacerda a pedido da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, as operações fraudulentas ocorreram desde 2017 quando a Receita Federal detectou em relatórios de fiscalização 'bilhões e bilhões de ilícitos tributários cometidos pelos fabricantes de concentrados de refrigerantes na Zona Franca de Manaus'.

Enquanto isso, o dito “mercado” apoiado pela grande mídia não dá um pio sobre todo esse escândalo financeiro que tem o poder de destruir milhares de famílias, por outro lado ficam a fazer terrorismo em relação aos investimentos sociais anunciados pelo governo LULA para proteger a população brasileira contra a fome.

A hipocrisia, a mentira e o poder financeiro são os maiores algozes do povo brasileiro e a grande mídia tem sido responsável pela disseminação e amplificação desses males em nossa sociedade sempre protegendo os criminosos de colarinho branco.

 

 

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

As contradições da copa no Catar

A Copa do mundo de futebol tornou-se um evento de tamanho e importância excepcional e a edição deste ano nos traz uma série de reflexões. Desde o primeiro torneio mundial em 1930 muita coisa mudou na estrutura e finalidade da Copa do mundo. O evento foi instituído como marco da profissionalização do futebol pela Federação Internacional de Futebol – FIFA, que com a força do capital conseguiu quebrar o romantismo das disputas e transformar a copa do mundo de futebol em um dos maiores acontecimentos do planeta, girando bilhões de dólares em venda de produtos e merchandising recheados de muitas denúncias de corrupção e abuso de poder.

E as contradições não param por aí; no esporte como em qualquer outra profissão, um dos objetivos deve ser a ascensão social e financeira, entretanto, o futebol profissional tem produzido muitos casos de degeneração sociocomportamental pela supervalorização de alguns jovens atletas que, de repente, saem da extrema pobreza para uma situação financeira de milionários sem qualquer preparação psicológica, tornando-se mimados e imaturos sem a devida capacidade de ter certa dose de empatia. Há felizmente, no entanto também diversos casos em que a repen
tina mudança de condição financeira estimula os jovens atletas a ajudarem outras pessoas, que passam pelas dificuldades antes enfrentadas por eles, independente de vínculos familiares a melhorar suas vidas, seja através de projetos sociais formais em suas comunidades ou até mesmo fazendo campanhas de conscientização e esclarecimento.

O poder financeiro que envolve o futebol hoje está entranhado entre corporações midiáticas envolvendo os direitos de transmissões dos 64 jogos em que cerca de bilhões de pessoas estarão vendo pela televisão nesses 28 dias de copa do mundo, além do impulsionamento da venda de aparelhos de tv e bebidas mundo a fora aquecendo as indústrias do setor.

Por conta de toda essa engenharia financeira, os países brigam pelo direito de sediar a Copa do mundo de futebol, chegando ao extremo inclusive de, segundo denúncias, pagar propinas para ser escolhido. A escolha do Catar como sede, por exemplo, desnudou um dos maiores escândalos de compra de votos para escolha de uma sede até hoje, inclusive levando ao banimento dos presidentes da FIFA a época Joseph Blatter e da UEFA, Michel Platini por liderarem a fraude.

O esquema só foi descoberto porque chamou muita a atenção de todos o fato de um país que não respeita os direitos humanos, a diversidade, os direitos das mulheres, inclusive de ir aos estádios, e a completa falta de estrutura física pudesse ter sido escolhido para sediar em pouquíssimo tempo um evento tão importante. Como previsto por muitos observadores, a infraestrutura ficou pronta com o uso de trabalho análogo à escravidão e com a morte de milhares de trabalhadores, muitos deles inclusive sem receber pelo trabalho desempenhado.

O objetivo final era mostrar um país moderno e aberto ao mundo. Mesmo com a censura imposta pelo governo Catari, o fortalecimento das mídias sociais mostrou que a situação é ainda mais grave, uma vez que além das acusações de pagamento de propina para sediar o evento, ficou provado que o país não respeita os direitos humanos, não respeita os direitos das mulheres, não permite a liberdade de expressão, criminaliza a homossexualidade e responde por diversas acusações de trabalho escravo para a construção dos estádios e infraestrutura para a copa do mundo de 2022.

Foram relatadas mais de 6.500 mortes por exaustão nos canteiros de obras por conta da alta quantidade de horas trabalhadas em temperaturas acima dos 45 graus celsius.

Sempre houve questionamentos sobre a escolha de determinados lugares para sediar os grandes eventos esportivos, desta vez, no entanto a situação fugiu ao controle dos organizadores, uma vez que os protestos tem as mais diferentes razões em uma mesma edição. Como a falta de liberdade é uma das características do Catar, as pessoas, e até mesmo empresas, tem usado da criatividade para mostrar ao mundo as mazelas do Emirado. A Hummel, por exemplo, patrocina a seleção da Dinamarca, mas não quer sua marca associada ao mundial do Catar e deixou sua logo da mesma cor da camisa, ficando praticamente invisível. Da mesma forma, fabricantes e distribuidores de diversos produtos têm evitado associar suas marcas ao evento, é o capital buscando a sobrevivência a todo custo, mesmo apoiando internamente o conservadorismo e a ultra direita, não perdem o norte do que importa; o capital.

Por isso é tão importante que em eventos dessa magnitude e abrangência todos os formadores de opinião e principalmente os grandes atletas se posicionem contra todo e qualquer tipo de preconceito, contra a fome e a favor da liberdade de expressão e por melhores condições de vida para todos.


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

O QUINTA COLUNA

 


Flávio Dino demonstra ser o quinta coluna na esquerda maranhense. Desde 2010, quando para afastar Dr. Jackson da disputa pelo governo do Estado, disseminou por todo o Maranhão que o ex-governador era ficha suja e teria sua candidatura indeferida, Dino já deixava claro que para alcançar seu projeto de poder não se importaria com limites éticos ou ideológicos.

Sempre fazendo jogo duplo, usando um discurso progressista à frente dos holofotes e por trás seguindo alimentando a máquina governamental do Palácio dos Leões, para cooptar adversários na tentativa de sufocar qualquer um que ouse pensar diferente dele, como fez com presidente da Assembleia, Othelino Neto que, para trair Weverton, recebeu a indicação de sua esposa para a vaga de 1ª suplente de Flavio ao Senado, além da garantia de apoio para sua irmã na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. 

Para quem entrou na política partidária com um discurso que abominava essas práticas, inclusive responsabilizando a família Sarney pelo atraso maranhense também por conta desse modo de fazer política, o ex-governador mudou bastante a ladainha, e assumiu para si essa postura.

Além de trazer de volta ao centro de decisões do Palácio dos Leões os aliados históricos dos Sarney, contrariando o discurso oficial de Dino, o governador-tampão desesperado para alcançar o 2º turno traz de volta agora ao cenário político estadual Roseana Sarney e toda sua tropa.

Pobre povo maranhense que mais uma vez estará fadado a ser enganado por mais esse estelionato eleitoral.

Com uma conversa mole de que sempre esteve do lado esquerdo do rio, Dino tenta enganar os mais inocentes, mas na verdade, o que está acontecendo no Maranhão é a volta do coronelismo com a ascensão dos expoentes do sarneismo, diretamente pelas mãos do ex-governador ou indiretamente através do governador-tampão.

E a coisa só piora; Com a afirmação do LULA de que em caso de um futuro governo do PT, Flavio seria ministro, mais uma vez o povo estaria sendo ludibriado, uma vez que votaria em Flavio, mas quem assumiria o mandato seria a esposa de Othelino, política sem expressão e qualquer relação com esquerda ou com os trabalhadores.

É exatamente por esse tipo de atitude que a boa política está em baixa e os brasileiros passam a jogar suas esperanças em algo fora dos meios políticos.

Em todo esse contexto a esquerda maranhense tropeça, sofre, mas segue lutando pelas mãos de alguns bravos que não se rendem ao poder pelo poder e não se vendem por cargos e benesses

terça-feira, 23 de agosto de 2022

LULA não deveria ser muleta para o atraso


               





As eleições desse ano são de suma importância para os brasileiros e brasileiras que vivem o pesadelo de sobreviver há quatro anos do governo de destruição protagonizado por Bolsonaro. Um governo que desrespeita de forma tirânica os direitos básicos de nossa população.

Mas a tarefa posta não se esgota em não eleger Bolsonaro; a população precisa entender que precisamos eleger Lula ainda no primeiro turno e derrotar o bolsonarismo. Para isso, entendemos que o ex-presidente Lula precisa ampliar seu arco de alianças, inclusive dialogando com a centro direita para vencer as eleições e isolar o bolsonarismo.

No Maranhão, nem diálogo houve. Flávio Dino para impor a Lula o candidato de sua escolha pessoal ao governo do Estado, interviu no PT e o aparelhou com políticos profissionais tradicionalmente de direita e que nada têm em comum com os ideários petistas, além de trazer de volta ao núcleo governamental o que há de pior em se tratando de personagens políticas no Maranhão.

O governador-tampão Carlos Brandão, histórico do PSDB e leal aliado de Aécio Neves, agora filiado ao PSB por Flavio Dino, apoiou o golpe contra a presidenta Dilma, sempre foi militante da direita e representante dos latifundiários, agora, com essa falsa máscara pessebista tenta enganar o ex-presidente e a população maranhense para surfar na popularidade e força eleitoral de Lula no Maranhão.

Não fosse a determinação e o engajamento de grande parte da base do PT e a independência dos movimentos sociais e sindicais para contrapor todas essas manobras elaboradas pelo palácio dos Leões, o rolo compressor do governador-tampão estaria esmagando os sonhos dos trabalhadores do campo e da cidade.

Os últimos sete anos trouxeram aos maranhenses, principalmente do campo, a volta do medo e dos conflitos agrários por conta do desmonte dos órgãos de fiscalização e apoio às comunidades tradicionais.  A falta de compromisso com os agricultores familiares é tão grande que Brandão entregou a secretaria de agricultura familiar a um representante do agronegócio e mesmo assim quer que Lula imponha aos trabalhadores o apoio à sua reeleição.

As lideranças sindicais, os representantes dos movimentos sociais e grande parte da Base do Partido dos Trabalhadores não aceitaram a intervenção de Flavio Dino no partido e juntaram-se à campanha do senador Weverton. Todo esse grupo trabalhando com o objetivo de contrapor-se a essa onda de atraso imposta pelo ex-governador e seus discípulos que depois de tanta luta e sofrimento dos maranhenses tentam entregar o Maranhão de volta à família Sarney e seus aliados históricos que mantiveram o estado entre os mais pobres do país por décadas.

 

 


terça-feira, 16 de agosto de 2022

APESAR DO VERNIZ O CORONEL MOSTRA A CARA E O RANÇO

 


O governador-tampão Carlos Brandão mostrou mais uma vez que trocar de sigla não muda o posicionamento político-ideológico de ninguém. Por mais que o professor de Deus Flávio Dino tenha ungido e pintado seus postes de vermelho, os anos atrelados ao coronelismo os impedem de mudar o tratamento e as suas visões de mundo.

Em sabatina para o portal Imirante na manhã de ontem, o governador-tampão demonstrou toda a sua arrogância e desconhecimento em relação aos povos tradicionais do Maranhão. Com visão atrasada e colonialesca, em que desconhece os quilombolas como seres culturais de direito para transformá-los em algo que teríamos que “conviver”, a postura de Brandão é vergonhosa e inaceitável, principalmente sendo governador de um Estado que tem uma das maiores concentrações de quilombos do Brasil e devido ao grande número de escravizados em São Luis, construíram no bairro da liberdade o maior quilombo urbano do mundo.

Ao chamá-los de atrasados e tentar negar a importância da sua cultura ancestral, o governador-tampão desrespeita ainda mais a memória do povo negro que ajudou a construir a história do nosso Estado.

Como latifundiário, essa postura já era esperada, entretanto, como chefe do governo estadual e ungido à condição de novo pessebista por Flavio Dino e com a ajuda de marqueteiros pensavam ser possível enganar a população maranhense e esconder o ranço de coronel enraizado em Brandão. Não conseguiram; bastou um apertinho que logo apareceu o verdadeiro governador-tampão.

É de estranhar o silêncio dos “companheiros” do PT sobre mais essa agressão às comunidades tradicionais. Engraçado que alguns deles inclusive tentam bolsonarizar a todos que não comungam do seu projeto de poder e não enxergam que o bolsonarismo está dentro dos pensamentos e ações do governador tampão Carlos Brandão.