terça-feira, 10 de junho de 2008

Crise ética no governo do PSDB/DEM no Rio Grande do Sul

Mais um capítulo da confusão em que está metido o PSDB. Além do grande problema com o metrô de São Paulo, desta vez, as denúcias são contra a administração tucana no Rio Grande do Sul. A deputada federal Luciana Genro, do PSOL gaúcho, deu entrada na Assembléia Legislativa do Estado no pedido de impeachment da governadora tucana Ieda Crusius. A crise foi aprofundada quando o vice-governador Paulo Feijó do DEM apresentou a gravação de uma conversa sua com o ex-chefe do Gabinete Civil Cezar Busatto, em que fica clara a distribuição de cargos para acomodar os partidos. Somente no Detran/RS, a prática trouxe um prejuízo de mais de 40 milhões.

Quando o negócio é tomar de assalto os cofres públicos não tem acordo que una Demos e Tucanos. Paulo Feijó promete soltar novos trechos de gravações que comprometeriam mais ainda o governo estadual com o próprio Bussato, e com outros interlocutores que também não sabiam que estavam sendo gravados.

A governadora Ieda Crusius informou a imprensa que solicitou que seu secretariado faça uma renúncia coletiva. Depois nomearia um gabinete de transição/Crise. Ora, quando a coisa está tão enraizada assim, não adianta mudar os nomes, pois as práticas continuarão.

A intenção do PSOL, é que seja realizada outra eleição, mas para isso, o vice-governador teria que renunciar. Acho improvável que ele aceite tal proposta, até por que ele não fez estas denúncias somente por amor aos seus eleitores.

Em todo caso, se esta crise toda fosse com um governador do PT os demos e tucanos já teriam feito o maior carnaval. Agora quero ver. Cortem na carne.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Clima eleitoral movimenta CEFET

Foi bastante concorrido o debate entre os candidatos a Diretor Geral do CEFET-MA promovido pelo Sindsep na última terça-feira no Teatro Viriato Corrêa. O debate foi mediado pelo jornalista Walter Rodrigues, e aconteceu de forma vibrante, com os candidatos e assessores de campanha bastante envolvidos no clima eleitoral. São candidatos os professores; Agenor Almeida filho, Antonio da Silva Martins filho, e o atual Diretor Geral, José Costa.

Os candidatos começaram as suas participações fazendo uma explanação de metas e diretrizes. No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, e tiveram a oportunidade de questionar as propostas de gestão dos adversários. A platéia teve participação mais ativa no terceiro bloco, quando nove pessoas do plenário foram sorteadas e puderam fazer suas perguntas diretamente aos candidatos.

O Sindsep tomou a iniciativa de promover o debate para que a comunidade cefeteana pudesse conhecer mais profundamente as propostas de gestão de cada candidato, e assim poder fazer uma escolha mais consciente no dia da eleição que acontece nesta quinta-feira a partir das 8:00, e se estenderá até às 20:00 h. Segundo Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA, o sindicato tem a obrigação de fomentar a discussão e buscar melhorias para todos os segmentos da nossa base, e o processo eleitoral no CEFET é uma grande oportunidade para os servidores decidirem os rumos da instituição.

As eleições ocorrem simultaneamente no CEFET de São Luís e nas Unidades de Zé Doca, Buriticupu, Santa Inês, Açailandia e Imperatriz das 8 às 20h.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Peço desculpas aos leitores por não estar atualizando o blog. Estou com problemas técnicos e não estou conseguindo colocar novos textos. Estarei de volta em breve.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O PSDB pega o metrô para 2010

A situação dos tucanos em São Paulo só piora. A denúncia de que executivos da ALSTON – uma empresa francesa – teriam pago propina para conseguir obras no metrô paulistano, começa a tirar o sono do governador de São Paulo, José Serra. Aspirante a candidato do PSDB à presidência da república em 2010, Serra, Vê seus planos sumirem nos túneis do metrô de São Paulo. A situação é tão crítica que já saiu atirando contra a administração de seu antecessor, Geraldo alkimin, que também é tucano. O importante para ele agora é descolar sua imagem do escândalo. Será que consegue?

segunda-feira, 19 de maio de 2008


Essa dispensa comentários.... Fonte: Charge Online

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Operação navalha pode ter degolado candidatura. Zé Reinaldo é um dos denunciados pela Procuradoria Geral da República.

A notícia de que fora denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva, caiu como uma pá de cal nas pretensões do ex-governador José Reinaldo de ser o candidato da Frente de Libertação nas próximas eleições em São Luís.

O ex-governador já estava pondo em prática uma verdadeira campanha para desarticular as pré-candidaturas de Flavio Dino, João Castelo, e Clodomir Paz, e buscar o apoio de todos para reeditar a Frente de Libertação com a sua candidatura. Com a confirmação da sua denúncia, deverá ficar muito mais difícil que isso aconteça.

Quando questionado se manteria a pré-candidatura mesmo com a denúncia, respondeu que isso não modificaria sua posição, e esperava que os partidos que fazem parte da Frente de Libertação o apoiassem. Chegou inclusive a lembrar que Roseana foi candidata e eleita para o Senado em 2002, mesmo após o caso Lunus. Ora, não dá para comparar uma coisa com a outra, até porque Roseana era a líder do seu grupo, e não vejo como os aliados dela pudessem deixar de apoiá-la. Já o Zé Reinaldo não é o líder do grupo político, ele lidera um dos grupos que compõe a Frente. As realidades são totalmente diferentes.

Por outro lado o prefeito Tadeu Palácio sente até urticária quando ouve falar de uma Frente de Libertação em São Luís. Claro, vão libertar São Luís de quem? Do PDT? Do prefeito Palácio? Não tem coerência a criação de tal Frente aqui em São Luís. E não podemos esquecer que o próprio governador Jackson Lago sempre disse aos quatro ventos que o responsável pela condução do processo em São Luís seria o prefeito Tadeu Palácio.

A notícia da denúncia do ex-governador, deve abrir espaço ao deputado Flavio Dino para que tente buscar de volta o apoio do PSB ao seu nome. Afinal, não acredito que Zé Reinaldo vá insistir nesta aventura e ficar exposto as imagens de sua prisão, principalmente agora com a denúncia ao STJ. O grupo Sarney adoraria trabalhar este tema em durante os dois meses de campanha.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O 13 de maio precisa ser revisto. Em vez de ser comemorado, precisamos tê-lo como dia de protestos e reivindicações.

Um estudo elaborado pelo IBGE a pedido da Secretaria Especial da Igualdade Racial da Presidência da República e analisado em matéria dos jornalistas, Eduardo Scolese e Ângela Pinho, publicada na Folha on Line, mostra que a distribuição da população negra no Brasil ainda hoje está diretamente relacionada ao período da “escravidão legalmente instituída”.

O estudo toma como base os dados do Censo de 2.000, em que a maioria da população negra – autodeclarados – estão localizados próximos aos portos que mais receberam escravos como o de São Luís/MA, Salvador (BA), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Este trabalho serve para mostrar também que a tão proclamada libertação dos escravos não passou de um engodo. A Inglaterra, em busca de um mercado consumidor para dar vazão a explosão de produtos a partir da revolução industrial, usou a justificativa de que a sociedade não permitia mais que seres humanos fossem tratados de forma tão degradante. Ora como falar em libertação, quando após a alforria, os ex-escravos não tinham empregos, nem lugar para morar. Vejamos da seguinte forma; Antes da abolição os negros não só serviam, como eram obrigados a fazer os mais diversos trabalhos. Depois da “libertação no dia 13 de maio” já não serviam mais a este propósito e os fazendeiros brasileiros “tiveram” que contratar os imigrantes europeus. Criando desta forma a primeira e maior leva de desempregados do país.

Foi desta forma que as periferias de nossas cidades já nasceram inchadas de negros e com a pobreza atingindo níveis inaceitáveis. E com a política de apoio aos imigrantes, o fosso ficou cada vez mais difícil de ser ultrapassado. Não podemos aceitar mais que esta fase degradante da nossa história seja difundida com o romantismo da “libertação” proclamada pela “bondade” da princesa Isabel. Este período nefasto da nossa história deixou marcas tão profundas na nossa sociedade que até hoje temos que conviver com esta desigualdade social.

Que este dia 13 de maio sirva pelo menos como reflexão, para que nós pensemos bastante em como ajudar a diminuir as desigualdades que há tanto tempo destroem os sonhos de vida digna para milhões de brasileiros. È bem verdade que o governo do presidente Lula têm elaborado uma série de programas na tentativa de diminuir estas desigualdades, mas somente ações governamentais não bastarão para que isso aconteça. A sociedade precisa estar mais ativa neste processo.