Somente a
ganancia desenfreada de uma classe empresarial carcomida, repleta de
aproveitadores e com certo grau de sabotagem, pode justificar os preços dos combustíveis
praticados hoje no Maranhão.
Antes do
início da guerra no Oriente Médio, o barril do petróleo tipo Brent era
negociado na faixa de US$ 70 (setenta dólares). Na véspera das primeiras
hostilidades, a commodity chegou a ser cotada em torno de US$ 72,48, e a gasolina
estava custando em média nas bombas, cerca de R$ 5,45(cinco reais e quarenta e
cinco centavos).
Após o início
dos conflitos envolvendo o Irã, o preço do barril no mercado internacional disparou,
chegando a ultrapassar a marca de US$ 100(cem dólares), mas mesmo assim a Petrobrás
não reajustou o preço dos combustíveis nas suas refinarias(Importante lembrar
que o Brasil é autossuficiente, ou seja: produz mais petróleo do que consome),
porem os valores nas bombas de todo o estado foram reajustados para cima quase
que imediatamente, sem que a Petrobrás tenha anunciado qualquer aumento, chegando logo nos primeiros dias a R$ 6,19(
seis reais e dezenove centavos) em média nos postos.
O governo
federal prometeu reagir e além de tomar medidas como a implementação de subsídios
e a retirada de total dos impostos federais (PIS/Cofins) sobre derivados de
petróleo e biocombustíveis, determinou o aumento das operações de controle e com
a proposta de endurecimento de penas para coibir aumentos abusivos de preços
durante cenários de crise internacional.
Infelizmente
para todos nós que dependemos do combustível para nos deslocarmos, seja para o
trabalho ou lazer, todas essas medidas foram ineficazes até agora na contenção
da ganancia desenfreada de alguns pseudo empresários, gananciosos e sabotadores
da sociedade que continuam a praticar preços a cima dos R$ 6,60 (seis reais e
sessenta centavos).
Agora, com o
acordo de Paz, assinado pelos EUA e
Iran, os preços do petróleo no mercado internacional já começaram a oscilar entre
US 72(setenta e dois dólares) e US 77(setenta e sete dólares),valores muito próximos
do pré-guerra e início do conflito.
A população
precisa se mobilizar e cobrar dos Procons e dos governos estaduais, medidas mais
rigorosas no combate a essas ações tão prejudiciais à toda a população, afinal
praticamente todas as mercadorias dependem dos combustíveis para serem deslocadas
e o aumento dos combustíveis pressiona a alta dos preços dos alimentos,
mercadorias e serviços, influenciando significativamente também no aumento da
inflação.
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