Em nota oficial, a
Central Única dos Trabalhadores reforça que redução de apenas 0,25 ponto
percentual na Selic é insuficiente para o Brasil e põe freio no desenvolvimento
A Central
Única dos Trabalhadores - CUT Brasil - manifesta sua profunda insatisfação com
a decisão do Conselho de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, de
reduzir a taxa básica de juros (taxa Selic) em apenas 0,25 ponto percentual,
fixando-a em 14,25% ao ano. Essa redução tímida não atende às necessidades
urgentes do país e do povo brasileiro. Manter os juros nesse patamar absurdo
continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando
diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do
rentismo.
A política
monetária do Banco Central ignora os sinais positivos da economia brasileira e
de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo,
e prefere manter o Brasil refém da especulação financeira. Taxas de juros reais
tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a
educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os
grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de
empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais
uma concessão ao mercado.
A redução de
apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe, mais uma vez, os limites e os
perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central. Na prática, essa
autonomia serve apenas para blindar a autarquia das demandas populares e do
projeto de crescimento referendado pelas urnas, mantendo a instituição de
costas para o país. A verdadeira independência de uma autoridade monetária
deveria estar comprometida com o pleno emprego e com a soberania econômica
nacional, e não com a defesa intransigente de uma cartilha que sabota a
produção e o povo brasileiro.
Reforçamos a
necessidade de democratizar o debate público sobre os rumos da taxa de juros. O
povo trabalhador precisa ocupar esse debate, pressionar e exigir uma política
monetária comprometida com o desenvolvimento econômico e a justiça social. A
taxa de juros envolve a vida de todo mundo que trabalha e não pode continuar
sendo definida de forma isolada, distante das necessidades reais da sociedade.
Defendemos a participação ativa da classe trabalhadora nessa governança,
garantindo que a realidade das periferias, do comércio e do do mundo do
trabalho seja colocada na mesa antes de qualquer decisão que impacte o custo de
vida e o sustento das famílias. A CUT seguirá defendendo que o Banco Central
avance na redução expressiva da taxa de juros. Orientamos todas as entidades
sindicais e convidamos o povo brasileiro a seguirem mobilizados e atuantes na
Campanha Permanente Menos Juros, Mais Empregos, pela redução da taxa de juros e
pelo fim da autonomia do Banco Central e exigindo uma política econômica soberana,
voltada para o desenvolvimento nacional, para o crédito acessível e para a
efetiva valorização do trabalho.
Se é importante
para o povo brasileiro, é uma luta da CUT!
17 de junho de 2026
Direção Executiva Nacional da CUT
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