Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta avanços no mercado de trabalho e segurança alimentar
30.08.2024 – Presidente Luiz Inácio
Lula da Silva durante visita à nova unidade da AeC em João Pessoa, seguida de
encontro com jovens trabalhadores da empresa, na sede da AeC. João Pessoa – PB Crédito:
RICARDO STUCKERT/PR
247 – O Brasil apresentou avanços significativos
na redução das vulnerabilidades sociais e econômicas ao registrar melhora em
71% dos 38 indicadores de desigualdade monitorados pelo Observatório Brasileiro
das Desigualdades. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (12) com base
em dados apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), integra as ações do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, informa o Metrópoles.
De acordo com o estudo, o panorama comparativo entre 2024 e
2025 reflete progressos consolidados em áreas cruciais para o desenvolvimento
social, tais como mercado de trabalho, desenvolvimento humano, renda, segurança
alimentar, educação e preservação ambiental.
No âmbito do mercado de trabalho, a taxa de desocupação
recuou para 5,6% em 2025, atingindo o menor patamar de toda a série recente de
monitoramento. A retração do desemprego estendeu-se a todos os grupos
populacionais, beneficiando inclusive mulheres e pessoas negras. O estudo
pondera, contudo, que as disparidades históricas entre esses recortes
demográficos continuam a exigir atenção do poder público.
O indicador de renda e combate à pobreza também registrou
evolução expressiva: o rendimento médio real das famílias brasileiras teve uma
alta de 5,3% no período. Paralelamente, observou-se uma diminuição consistente
na proporção de indivíduos vivendo em situação de pobreza extrema e extrema
vulnerabilidade, medida pela parcela da população em domicílios com renda per
capita de até um quarto e até meio salário mínimo.
Na área da segurança alimentar, a pesquisa aponta que os
índices de insegurança alimentar moderada e grave caíram de 9,5% em 2023 para
7,7% em 2024. A evolução no combate à fome foi acompanhada pela diminuição nos
quadros de desnutrição infantil e entre a população idosa.
A educação brasileira registrou avanços simultâneos na
alfabetização e no acesso ao ensino. O levantamento constatou a queda na taxa
geral de analfabetismo, com destaque para as reduções observadas entre idosos e
a população negra. Além disso, houve ampliação da frequência de crianças de
zero a três anos em creches, avanço do atendimento na educação infantil e
crescimento nas taxas líquidas de escolarização tanto no ensino médio quanto no
ensino superior.
No setor ambiental, os dados apontam expressiva mitigação de
danos ambientais. O país computou uma redução de 20,6% no desmatamento em 2025,
além de registrar uma queda de 16,7% nas emissões de gases de efeito estufa no
consolidado de 2024.
Desafios estruturais permanecem no horizonte
Apesar dos avanços observados na maioria das frentes
avaliadas, o relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades ressalta
que as desigualdades estruturais de gênero e raça ainda constituem um obstáculo
central para o desenvolvimento pleno do país.
Entre as métricas que apresentaram degradação no período
figuram a concentração de renda, a desigualdade salarial entre homens e
mulheres, o risco geológico em áreas vulneráveis, o comprometimento da renda
com o gasto com aluguel e a sobrerrepresentação da população negra no sistema
prisional. Além desses pontos, registraram piora os índices de mortalidade
materna e a cobertura do saneamento básico na Região Norte.
Fonte: https://www.brasil247.com
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