quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Fenaj defende volta do diploma de Jornalismo em meio a debate sobre sigilo da fonte

 

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defende que o Supremo Tribunal Federal (STF) reavalie a decisão de 2009 que derrubou a obrigatoriedade do diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão. A discussão ganhou força após manifestações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes favoráveis à formação específica.

Para a Fenaj, a graduação oferece conhecimentos técnicos e éticos fundamentais para a apuração, checagem de informações, proteção de fontes e responsabilidade na divulgação de notícias. A entidade também argumenta que as transformações provocadas pelas redes sociais e pelo avanço da desinformação reforçam a necessidade de qualificação profissional.

O tema também se relaciona ao debate sobre o sigilo da fonte, garantia constitucional considerada essencial ao jornalismo investigativo. Ao mesmo tempo, crescem as discussões sobre os limites da liberdade de imprensa e a responsabilidade por conteúdos publicados nas plataformas digitais.

Além de uma possível revisão pelo STF, tramita na Câmara dos Deputados a PEC 206/2012, conhecida como PEC do Diploma, que prevê a volta da exigência de formação superior em Jornalismo. A proposta está parada há mais de uma década.

A retomada do debate coloca novamente em discussão o equilíbrio entre liberdade de expressão, qualificação profissional, ética e responsabilidade no exercício do jornalismo. Para a Fenaj, a formação específica é um instrumento para fortalecer a credibilidade da profissão e proteger suas prerrogativas.

Posição dos ministros: Durante sessão da Primeira Turma do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes argumentaram que a ausência de exigência de diploma facilita que redes de desinformação ou pessoas sem compromisso ético se utilizem de prerrogativas jornalísticas.

Sigilo da fonte e desinformação: Os magistrados ressaltaram que o sigilo da fonte visa proteger o direito à informação legítima, e não servir de escudo para crimes ou divulgação intencional de notícias falsas.


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