quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Caiu a máscara


Após ser flagrado arquitetando ação de vandalismo em BR da Bahia em escuta telefônica, o ex-policial militar Marcos Prisco foi preso pela Polícia Federal . O final da ocupação da Assembléia Legislativa da Bahia não poderia ter um fim mais melancólico para o baiano Marcos Prisco, que especializou-se em incentivar atos de pavor contra a população civil em vários estados do brasileiros; esteve no movimento paredista dos policiais do militares no Maranhão, no Ceará e agora em sua terra natal.

A covardia do “líder” do movimento ficou latente esta manhã quando da sua prisão. Marcos Prisco, envergonhado após ser desmascarado, exigiu sair pela porta dos fundos.

As escutam autorizadas pela Justiça foram de vital importância para o desfecho dessa situação esdrúxula na qual as pessoas que são armadas e pagas pelo governo para dar segurança à população estavam aterrorizando a vida dos contribuintes.

Entendo serem justas as reivindicações dos trabalhadores. Entretanto não podemos ser favoráveis a atos de vandalismo praticados por quem quer que seja, principalmente por policiais, que deveriam preservar a ordem e o respeito às leis.

Precisamos nos colocar no lugar dos milhares de baianos eu investiram de alguma forma para ganhar um dinheiro extra pensando nos turistas que normalmente visitam a Bahia no período momesco e que com essa onda de violência não estarão no carnaval baiano esse ano.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Negociar não é impor

A população de vários estados brasileiros já sofreu com greves de policiais militares nesses últimos meses. Não quero ser simplista, entretanto, devemos usar uma premissa para comentar esses fatos catastróficos contra a população civil que paga seus impostos e tem direito a segurança pública.

A constituição veda aos militares o direito de sindicalização e o instrumento da greve. Sou a favor do direito as reivindicações, mas, não podemos esquecer-nos de cumprir as regras do jogo ao fazê-lo. Principalmente nesse caso que é uma luta dos militares de todos os estados brasileiros, através da PEC 300. Entendo serem justas as reivindicações, discordo apenas do modo, inclusive por que a cada estado onde o movimento grevista é declarado, as táticas usadas são cada vez mais violentas. Além de desencadearem uma onda de boatos – caso do Maranhão – agora, estão utilizando suas prerrogativas de terem armas, para aterrorizar a população em ações violentas como está acontecendo na Bahia.

Quem foi armado pelo Estado para dar segurança à população, não pode em hipótese alguma usar dessa prerrogativa para impor o atendimento de suas reivindicações. Precisamos entender que sofremos muito para termos direito a viver em um estado democrático de direitos e não podemos permitir que as ações de algumas pessoas violentas e despreparadas possam por essa grande vitória do povo em risco.

O que parece ser um embate entre o governo e a categoria, na verdade atinge diretamente e de forma brutal a população que já paga para ter a garantia da segurança pública.

Mais uma vez afirmo, acho justo que seja aprovado um piso nacional para os policiais militares nos moldes que já vem sendo discutido no Congresso através da PEC 300. No entanto, essa luta deve ser travada principalmente, pressionando as bancadas federais em cada estado. O que não pode é a população ficar sem segurança pública.

Deputado sabia de fraudes e não denunciou

Essa notícia mostra como os valores estão invertidos em nossa sociedade. Um deputado estadual diz que sabia de um esquema criminoso de fraudes em notas para aprovação irregular em uma faculdade de São Luís e acha que está tudo bem apenas por que não participou da fraude.

Quem tem conhecimento de ato criminoso e não denuncia é no mínimo cúmplice, pois permite que o crime continue a acontecer. Pior ainda para alguém que tem mandato eletivo como é o caso do deputado Fufuquinha (PSD), estudante de medicina no Uniceuma.

Segundo publicado no blog do Decio Sá (http://www.blogdodecio.com.br/), Fufuquinha teria sido procurado por alguns estudantes da Instituição oferecendo uma “solução” para melhorar suas notas. Ainda segundo o Blog do Décio, o deputado diz que não aceitou. Parece que, para ele bastou dizer não ao esquema e tudo bem. Não vejo desta forma. Claro que não está tudo bem. Qualquer cidadão que soubesse de uma fraude como essa teria o dever de denunciar, e o senhor deputado tem a obrigação até por ofício, não só de denunciar a tentativa de cooptação, mas de exigir investigação sobre o caso.

Cadê o Conselho de Ética da Assembléia?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Omissão e descaso permitem a criação de bolsões de pobreza na capital

Por falta de planejamento e descaso mesmo, a cidade de São Luís está inchando de forma desordenada e perigosa. Apesar de todo o empenho do governo federal em acabar com as submoradias, através do Programa Minha Casa Minha Vida, o (des)governo do Sr. João CAOStelo segue em sentido contrário e continua alimentando a criação dos bolsões de pobreza em nossa cidade.
Continuam sendo criadas novas ocupações em áreas de risco em várias partes da cidade e nada é feito quanto a isso. Criaram até a Blits Urbana para fazer as fiscalizações, entretanto, nada vem sendo feito para retirar as pessoas desses lugares de risco e muito menos ainda para evitar que novas ocupações sejam criadas.
Há quanto tempo essas pessoas vivem em baixo da ponte de São Francisco de forma sub-humana? O que está sendo feito para tirá-las de lá? Cadê a prefeitura? Cadê o Ministério Público?
Na Avenida Ferreira Gullar, na Ilhinha, a ocupação do mangue está sendo feita a olhos vistos e a prefeitura nada faz. Entendo que realmente temos um alto defict de moradias em São Luís, mas, não podemos aceitar que pessoas vivam em áreas inapropriadas e em sub-moradias.
O prefeito CAOStelo deveria olhar com vergonha para o relógio que conta os dias para os 400 anos da capital. Afinal, ele é o gestor de uma cidade quase quatrocentona que em muitos aspectos ainda vive como da sua fundação, em casebres feitos de papelão ou sobras de tábuas de construção.
As eleições municipais se avizinham e a população precisa ficar atenta para definir como serão os próximos quatrocentos anos de São Luís.
Até quando iremos permitir imagens como essas e continuar passivos?









quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Bira perde mais um apoiador

O deputado Bira do Pindaré está perdendo apoiadores para seu projeto pessoal de ser candidato a prefeito de São Luís a cada dia . Depois de Joãozinho Ribeiro ter jogado a toalha em seu artigo no JP, agora é a vez do companheiro Almir Bruno, que anunciou a retirada de apoio ao deputado.

Além de retirar seu apoio, Almir Bruno justificou seu afastamento do deputado em função da falta de compromisso do deputado com um projeto do Partido dos Trabalhadores, conforme divulgou em entrevista ao blog do Robert Lobato.

A tendência é que Almir Bruno também cerre fileiras junto com o vice-governador Washington Luiz, que pavimenta o caminho do PT rumo ao Palácio de La Ravardiere.

Veja na íntegra:

Dois dias após ser derrotado na reunião do Diretório Municipal do PT, que rejeitou a proposta de realização de prévias para a escolha do candidato do PT a prefeito de São Luis, a pré-candidatura do deputado Bira do Pindaré sofreu outro revés.

O secretário de Comunicação do PT de São Luís, Almir Bruno, declarou que não apoiará mais o projeto de Bira do Pindaré. Em contato com o blog, o dirigente petista afirmou que o mandato de Pindaré “não é um aglutinador de forças da oposição e sim uma espécie de mandato personalista por reproduzir a lógica dos últimos mandatos que conseguimos conquistar através do PT com muita luta”.

Almir Bruno disse ainda que o deputado Bira do Pindaré “estabelece um mandato estritamente condensado em sua figura e não no PT. Muitos não tem coragem de falar, mas sabem o que isto significa para toda militância petista de São Luís. Acompanhamos que seu mandato tem tido progressos para defesa de diversas lutas populares que é fundamental mas que nada tem contribuído para o crescimento do PT em São Luís”.

Coordenador do coletivo “Vanguarda”, Almir Bruno entende que é “chegada a hora de retirar o apoio a pré-candidatura a Prefeito do companheiro Bira do Pindaré e trabalhar pela unidade e aglutinação das forças petistas contra o projeto do PSDB em São Luís”.

O blog quis saber qual o caminho que o coletivo Vanguarda irá tomar. “Iremos nos reunir e rediscutir a nossa posição sobre a pré-candidatura do companheiro Washington, que apesar de estar fazendo parte do Governo do Estado, pode ajudar a enfrentar o PSDB em São Luís com chances reais de vitória. Já o deputado Bira do Pindaré possui uma postura desaglutinadora e acaba afastando os petistas , e isso em nada contribui para crescimento da pré-candidatura do PT a prefeitura de São Luís”, respondeu Almir Bruno.

Fonte:http://robertlobato.com.br/page/2/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Coletivo Sempre PT divulga manifesto de apoio a Washington

Após a decisão do Diretório Municipal do PT de São Luís de definir o candidato do partido à prefeitura de São Luís através de Encontro em abril, a militância começa a definir o caminho a seguir em 2012.

O coletivo “Sempre PT”, formado por petistas de várias tendências, distribuiu manifesto declarando apoio a pré-candidatura do vice-governador Washington Luiz a prefeitura de São Luís. Essa é uma manifestação de apoio importante para Washington,que a cada dia que passa consegue ampliar significativamente a ressonância em torno de seu nome dentro e fora do PT.

Veja o manifesto na íntegra ;

MANIFESTO DO COLETIVO “SEMPRE PT” EM APOIO À PRÉ-CANDIDATURA DE WASHINGTON A PREFEITO DE SÃO LUIS

1. O coletivo Sempre PT foi fundado com dois princípios fundamentais e históricos: a luta por um Maranhão mais justo e democrático; e a determinação de construir, no PT, um pólo interno, de esquerda, na busca por um entendimento mínimo que repactue o nosso partido no estado.

2. Não é à toa que o coletivo Sempre PT jogou um peso fundamental no processo político em 2010, tanto do ponto de vista interno como externo.

3. Internamente o nosso coletivo buscou oferecer apoio político e partidário ao vice-governador eleito, Washington Luiz Oliveira, uma vez que entendeu que o companheiro precisava de um “voto de confiança” dos petistas para o enfrentamento da luta política e das contradições próprias geradas a partir da aliança PT/PMDB.

4. Tivemos a responsabilidade de conversar com várias forças e personalidade do partido no sentido de oferecer uma contribuição que superasse as graves crises que o PT vive há tempos no Maranhão. Crises essas que, no nosso entendimento, impedem do partido crescer e obter resultados políticos e eleitorais positivos ao longo da sua história.

5. Assim, o Sempre PT propôs, publicamente, um amplo entendimento interno no nosso partido. Uma “bandeira branca”, enfim, uma trégua interna para tentarmos construir uma nova realidade para o PT maranhense.

6. Se por um lado o coletivo sofreu ataques e preconceitos infundados, por outro se constituiu numa força interna que já conta com simpatizantes em várias cidades do interior, sem falar em muitos companheiros de São Luis que depositaram confiança nos nossos propósitos de pacificação do partido.

7. Nesse sentido, nos consideramos credenciados para dividir o protagonismo, junto com outras forças internas, na discussão do processo eleitoral de 2012 que, no entendimento do coletivo, é estratégico e vital para o grande embate político-eleitoral de 2014.

8. O Sempre PT defendeu, desde o início, candidatura própria do PT para prefeito de São Luis, ao mesmo tempo em que sempre acreditou, como ainda acredita, que a reprodução da aliança nacional e local com o PMDB, deve priorizada em todos os municípios onde for possível, inclusive em São Luis.

9. O nosso coletivo também defendeu candidaturas alternativas ao do companheiro Bira do Pindaré, cujo reconhecimento se faz necessário por ter colocado o seu nome à disposição do partido há muito tempo.

10. Entretanto, o Sempre PT entende que o partido necessita de uma pré-candidatura que consiga aglutinar forças políticas para além dos nossos tradicionais aliados do chamado “campo democrático-popular”. Daí que o coletivo lançou, em meados de 2011, o nome do companheiro Zé Carlos do PT, bancário da Caixa Econômica Federal e deputado estadual, assim como o companheiro Bira do Pindaré.

11. Vários movimentos e provocações foram feitos, por parte do Sempre PT, para que o deputado Zé Carlos assumisse sua pré-candidatura de forma mais clara e sistemática. Mas, lamentavelmente, o companheiro sempre resistiu declarar-se, de fato, pré-candidato a prefeito publicamente ou mesmo da tribuna da Assembleia.

12. O PT não poderia esperar ou ficar ao reboque dos acontecimentos e dos movimentos de outros partidos que já estavam se articulando em torno de nomes com vista ao processo eleitoral de 2012. O próprio PMDB chegou a lançar o seu pré-candidato. Ressalta-se que o coletivo Sempre PT chegou a ser procurado pelo companheiro José Antônio Heluy, que também havia colocado o seu nome como pré-candidato a prefeito de São Luis.

13. Sem querer menosprezar os nomes dos companheiros Bira do Pindaré e Zé Carlos do PT, o Sempre PT entende que, uma vez consolidada, candidatura Washington pode fazer com que o partido obtenha a maior vitória eleitoral da sua história na cidade de São Luis, inclusive elegendo uma boa bancada de vereadores do PT. É com essa convicção, que o coletivo Sempre PT vem a público manifestar total apoio à pré-candidatura do companheiro Washington a prefeito de São Luis. Temos a certeza de tratar-se de um projeto que ajudará no crescimento do partido, não somente na capital, mas em todo o estado do Maranhão.

São Luis, 30 de janeiro de 2012.

Coletivo Sempre PT

domingo, 29 de janeiro de 2012

Eleições 2012: PT elimina prévias e decidirá em encontro quem será o candidato a prefeito de SL


O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu ontem, por 30 votos a 14, pela realização de encontro para a escolha do candidato do partido à Prefeitura de São Luís. Uma reunião da Executiva estadual, que será realizada na quarta-feira, definirá a data do encontro, que estava marcado para o dia 29 de abril.

Depois de uma extensa discussão com direito a defesa de tese, a maioria dos 44 membros do diretório municipal petista decidiu, por meio de voto nominal, pela realização do encontro para que seja escolhido entre o vice-governador Washington Oliveira; o deputado estadual Bira do Pindaré e o secretário estadual de Relações Institucionais, Rodrigo Comerciário, quem disputará as eleições de outubro.

O deputado estadual Zé Carlos da Caixa decidiu retirar seu nome da disputa interna no partido. Sua decisão foi lida em nota à militância por um representante de seu gabinete, Henrique Sousa, que destacou o fato do parlamentar deixar a disputa por entender que o nome do concorrente para brigar pela Prefeitura de São Luís deveria sair por unanimidade do próprio PT. "Por isso, declino oficialmente da indicação do meu nome a pré-candidato pelo PT à Prefeitura de São Luís", diz a nota lida em plenária.

Antes da realização do encontro, será realizada uma eleição para as escolha de delegados que votarão efetivamente na reunião final. São mais de quatro mil filiados em São Luís e a quantidade de delegados dependerá do número de militantes que estarão presentes durante a eleição de delegados. De acordo com o presidente municipal do PT, Fernando Silva, o mínimo de delegados que devem ser escolhidos será 220.

Após a escolha dos delegados, o PT realizará o encontro para a escolha do candidato. "Vamos voltar a se reunir para definir o calendário da eleição para o PT. Primeiro, a eleição para delegados e depois o encontro. A data prevista era 29 de abril. No entanto, a Executiva Estadual do PT definirá uma nova data", afirmou Fernando Silva.

Discussão - Dos três pré-candidatos à Prefeitura de São Luís do PT, Rodrigo Comerciário e Bira do Pindaré compareceram à reunião do diretório. O deputado estadual defendia a tese de realização de prévias - quando os militantes votam diretamente para escolha do candidato petista - alegando ser a forma mais democrática e a mais segura que evitaria a cooptação de votos.

Na defesa da realização do encontro estava Fernando Magalhães, ex-presidente municipal do PT, alegando que o encontro propiciará o debate de ideias para que seja escolhido o candidato do PT.

Depois da defesa das teses, os membros do diretório municipal foram chamados nominalmente para manifestar seu voto. 30 dos 44 membros, ou seja, dois terços do diretório - como previsto no Estatuto -, preferiram a realização de encontro. A tese defendida por Bira do Pindaré teve apenas 14 votos.

O grupo que defende a candidatura do vice-governador garante que até a realização do encontro ainda tentarão o consenso para que o partido não chegue dividido no pleito de outubro. "Não vamos desistir de buscar o consenso. Temos certeza que com o diálogo podemos chegar coesos na disputa pela prefeitura de São Luís", afirmou Fernando Silva.

O secretário Rodrigo Comerciário disse que estará na disputa interna do PT até o fim, imbuído do propósito de apresentar um projeto administrativo para os 400 anos da cidade. "Vamos para o encontro e esperamos uma disputa saudável entre os demais candidatos", declarou

O deputado Bira do Pindaré acredita que não há espaço para novas discussões sobre consenso já que as teses defendidas pelos pré-candidatos são antagônicas. "São dois projetos antagônicos e não vejo como chegar ao consenso. Acredito que é muito difícil. De qualquer forma, serei candidato até o fim. O encontro decidirá isso", garantiu Bira do Pindaré.

Mais

O PT realizou prévias duas vezes para escolha de candidato à Prefeitura de São Luís. A primeira aconteceu em 2000, quando a então deputada Helena Heluy derrotou Washington Oliveira e saiu candidata. Helena Heluy também saiu vitoriosa em 2004, quando enfrentou Márcio Jardim, Domingos Dutra e Ricardo Ferro.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão /Carla Lima - Mário Carvalho
Da Editoria de Política