terça-feira, 4 de julho de 2023

É preciso parar a máquina de guerra israelense



Até quando a comunidade internacional vai tratar os conflitos entre nações com viés ideológico? Não é possível que Israel continue a promover um verdadeiro genocídio nas regiões da Cisjordânia e Faixa de Gaza impunemente.

A União Europeia e os Estados Unidos – aliados de primeira hora – continuam a dar suporte para as ações criminosas do governo de ultra direita de Israel com a desculpa de que Israel tem o direito de defender-se.

Desta vez, para desviar o foco da grande pressão interna que o governo vem sofrendo por tentar usurpar poderes do judiciário, o exército israelense iniciou a maior ofensiva aérea dos últimos vinte anos nos territórios palestinos ocupados, ferindo dezenas de pessoas e assassinando pelo menos dez palestinos.

As autoridades israelenses anunciaram mais essa carnificina com a justificativa da necessidade de realizar uma grande ação de esforço contra o terrorismo. Para isso, foram usados drones, misseis e centenas de soldados que invadiram na manhã de ontem, 3, o campo de refugiados de Jenin, um dos mais densamente povoados da região, causando morte e dor.

A comunidade internacional precisa agir imediatamente para salvar o povo palestino de mais essa agressão criminosa do governo de Israel. Tal qual o povo ucraniano, os palestinos têm o direito de existir enquanto Estado independente e livre, com segurança para viver com suas famílias.

Não é aceitável que somente alguns agressores sejam punidos e sofram sanções econômicas, como é o caso da Rússia e Irã para citar pelo menos dois, enquanto Israel invade, ocupa e mata sem sofrer qualquer punição. Não podemos aceitar que as vidas dos brancos europeus sejam mais importantes ou valiosas que as vidas palestinas.

Parem a máquina de guerra israelense já!

 

 

 
 

terça-feira, 30 de maio de 2023

Chega de exploração e impunidade

 


É uma vergonha que em pleno século 21, quando estamos perdendo postos de trabalho formais para a inteligência artificial e robôs, ainda tenhamos que conviver com a praga da escravidão. Uma tragédia que transformou a humanidade em algozes de seus próprios irmãos para satisfazer a ganância e soberba de uma sociedade doente e marcada pela desigualdade.

O Brasil, do século 20, por ser majoritariamente rural e um país de dimensões continentais, dificultava bastante a fiscalização das condições de trabalho no meio rural.

Durante a ditadura militar, a grilagem de terras e omissão do governo criou ainda mais bolsões de miséria e acabou por criar as condições ideais para a disseminação do trabalho análogo à escravidão nos rincões do país.

Como consequência, tivemos o êxodo rural e a expansão dessa prática nefasta também para as grandes cidades.

Com fim da ditadura e o fortalecimento dos sindicatos e movimentos socias começou uma grande pressão para erradicar do Brasil essa vergonha e com a promulgação da Constituição de 1988 foram criados os mecanismos e diretrizes para a elaboração de políticas públicas para fazer o enfrentamento desse crime horrendo.  

Após o golpe político parlamentar que destituiu a presidente Dilma Roussef do poder em 2016, foi desmontado o sistema de fiscalização e proteção criado para coibir a prática do trabalho análogo a escravidão aumentando a incidência e gravidade das ações dos grupos criminosos que aliciam pessoas com a promessa de trabalho e melhoria nas condições de vida, mas que na realidade os transformam em escravizados.

Segundo um levantamento divulgado pela Ong Walk Free, que atua em todos os continentes no combate à escravidão moderna, denominado Índice de Escravidão Global 2023, o Brasil ocupa o 11º lugar entre os 160 países pesquisados, com cerca de um milhão de trabalhadores em condição análoga à escravidão.

O desmonte promovido pelo governo Bolsonaro ajudou a aumentar essa tragédia e que só não está ainda pior por conta dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego que mesmo sem apoio e condições favoráveis continuaram fiscalizando e libertando milhares de brasileiros escravizados.

Essas informações deverão fortalecer a luta pela reestruturação dos sistemas de proteção e o fortalecimento do Ministério do Trabalho e Emprego no novo governo Lula, que este ano, com a retomada dos trabalhos, já resgatou mais de 1,2 mil trabalhadores nessas condições. Somente em uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 22 de fevereiro foram resgatados 207 trabalhadores em situação análoga à escravidão em três vinícolas de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.


segunda-feira, 29 de maio de 2023

Investimento em saúde cai mais de 60% nos últimos anos

 


O golpe jurídico-parlamentar que derrubou a presidenta Dilma Roussef continua a maltratar o povo brasileiro, principalmente aqueles mais vulneráveis que precisam de uma assistência maior do Estado.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Para Políticas de Saúde (IEPS), traz uma radiografia do SUS e demonstra que houve uma redução de mais de 60% nos investimentos em saúde pública do governo Dilma até aqui.

Mesmo tendo que enfrentar a maior crise sanitária dos últimos cem anos, foi no governo Bolsonaro que os menores repasses foram feitos ao SUS, caindo de R$ 16,8 bilhões em 2013, no governo Dilma para R$ 4,1bilhões em 2020 e R$ 4,4 bilhões em 2022.

A redução dos repasses e negacionismo do presidente e seus auxiliares foram responsáveis pela pior gestão da pandemia de covid entre as nações com as maiores economias do mundo.

Esse também é mais um reflexo do orçamento secreto que tirou recursos dos ministérios para serem geridos pelos parlamentares através das famigeradas emendas de relator que além de não terem qualquer transparência, sequestra do governo eleito o direito de gerir o orçamento da União e executar as propostas de campanha.

O povo precisa pressionar o Congresso Nacional para extirpar de vez essa prática imoral que serve apenas para finalidades eleitoreiras dos parlamentares sem qualquer responsabilidade com a gestão ou mesmo com a população que sofre com a ausência das políticas públicas.

O governo Lula também precisa se organizar para voltar a ter o controle do orçamento para o executivo. Claro, respeitando o direito do parlamento de destinar parte dos recursos através das emendas parlamentares às bases dos deputados e senadores. Sempre lembrando o papel principal de cada um; o executivo precisa planejar e executar obras e políticas públicas, e o legislativo criar e aprovar Leis, além de fiscalizar os atos do executivo conforme determina a Constituição de 1988.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Racha expõe ingerência externa no PT do Maranhão

 


A sabedoria popular tem um ditado que explica o nanismo e o processo de autofagia em que se encontra no Maranhão o maior partido de esquerda da América Latina. “Quando olhares um jabuti em cima da árvore ou foi enchente ou mão de gente”. Na luta pelo controle da burocracia partidária dirigentes passam por cima dos membros que estão na base do Partido, sustentando toda a máquina sem, no entanto, dar a eles sequer o direito a serem ouvidos. 

São trocas de afagos muitas vezes nada republicanos que proporcionam a ascensão de uns a cargos que deveriam servir à sociedade e não a si próprio e o assassinato moral de outros que ousam pensar na construção partidária de forma democrática e respeitosa.

A ingerência de Flavio Dino no PT do Maranhão por conta da caneta de governador não permitiu que as bases fossem ouvidas na questão de tática eleitoral para discutir candidatura para governador ou mesmo para a indicação do vice, impondo Felipe Camarão para a vaga de vice na chapa com Brandão; operou também para sufocar a discussão sobre a candidatura ao senado, de interesse do sociólogo Paulo Romão, sem dar espaço até mesmo para o debate sobre a suplência, asfixiando completamente a democracia interna e como consequência vimos o desastre eleitoral do PT maranhense nas eleições de 2022, em que mesmo as lideranças consolidadas e  históricas  ficaram sem mandato.

O que hoje acontece no PT do Maranhão não é novo, basta lembrar como o ex-sindicalista Washington Oliveira (WO) trocou a militância partidária por um cargo vitalício no TCE, passando a perna nos companheiros de Partido que esperavam que ele disputasse uma vaga na câmara federal e assim ajudasse a eleger uma bancada forte em Brasília e puxasse votos também para a assembleia legislativa e por consequência ajudasse o fortalecimento do Partido no Estado.

O pior é que mesmo tendo feito a escolha pelo TCE, WO continuou a controlar a máquina partidária, dessa vez usando o Francimar Melo como preposto. A escolha dos indicados do PT aos cargos no governo de Carlos Brandão desnudou a falta de compromisso com o Partido e com a sociedade.

Segundo fontes internas do próprio PT, depois que as forças internas já haviam pactuado a indicação de nomes para compor o governo Brandão, respeitando a proporcionalidade e a capacidade técnica para os cargos, o conselheiro ligou para o presidente Francimar para vetar os nomes do professor Chico Gonçalves, de Zé Antonio Heluy e do ex-Reitor do IFMA, Zé Costa. Com a manobra, os novos indicados seriam: Felipe Camarão para a SEDUC, Henrique Sousa para a SETRES, Genilson Alves para a SEDIHPOP e Cricielle Muniz para o IEMA.

Ainda segundo a fonte, o golpe foi para isolar o deputado Zé Inácio, fortalecer a posição de Francimar no comando do Partido e com isso o conselheiro continuar a dar as cartas na sigla.



Para tentar desnudar o golpe, Zé Inácio, Chico Gonçalves, os vereadores do Coletivo Nós e vários dirigentes petistas enviaram documento ao governador Brandão reafirmando a indicação do professor Chico Gonçalves para a SEDIHPOP e Zé Antonio para a SETRES.

Com esse imbróglio na mão, o governador acatou e anunciou os nomes de Felipe Camarão para a SEDUC, Cricielle Muniz para o IEMA, Henrique Sousa para a SETRES e Lilia Raquel para a SEDIHPOP.

Informações extra oficiais dão conta de que o nome de Genilson Alves foi vetado também pelo PSB, mais especificamente pelo ex-prefeito de São Mateus Miltinho Aragão por causa de disputa paroquiana no município justamente com Genilson, que também pretende ser candidato a prefeito em 2024.

Essa situação demonstra claramente que a autofagia e ingerência externa estão diminuindo a sigla e sua relevância no Estado mesmo sendo o Partido do presidente LULA, que teve mais de 60% dos votos no Maranhão.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Juscelino Filho, Ministro das Comunicações, anuncia expansão do Sistema 5G para mais de 347 cidades

  


Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, participa em Barcelona, Espanha, da Mobile World Congress(MWC), considerado o maior evento de conectividade do mundo. O ministro representa o Governo Brasileiro no evento que acontece até dia 03 de março. Na segunda-feira (27) durante o primeiro dia do evento, o ministro fez um importante anúncio em relação à utilização do 5G em todo o País.

“E com alegria, que em nome do Governo do Brasil, através do Ministério das Comunicações, anuncio que a partir desta segunda-feira a infra estrutura do 5G poderá se expandir em todo o território nacional. Mais de 347 cidades, de 23 estados brasileiros, poderão solicitar licenciamento e ativação das estações que fornecerão melhor conexão para mais de 19 milhões de brasileiros. Lembrando que até o momento já contamos com 487 municípios liberados para utilização do 5G, totalizando 40% da população do País”, disse Juscelino Filho destacando que este é mais um passo que o Brasil dá rumo à cidadania digital.

MWC - O Mobile World Congress é a maior feira de tecnologia móvel do mundo. Fabricantes, executivos das principais empresas globais de telecomunicações e de tecnologia, além de representantes governamentais de todos os continentes participam do encontro. Durante a MWC estão sendo apresentadas e debatidas formas que unifiquem o ecossistema móvel para desenvolver e oferecer inovações fundamentais para ambientes de negócios positivos, bem como a promoção de mudanças sociais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

O mercado e suas incoerências

 


A ganância de alguns tubarões do mercado de capitais no Brasil tem destruído empresas e causado a demissão de milhares de trabalhadores.

Segundo denúncias de credores, os balanços de grandes empresas foram maquiados para esconder rombos bilionários de gigantes do setor varejista brasileiro.

Já temos acusações contra pelo menos duas gigantes controladas pelo maior capitalista brasileiro, Jorge Paulo Lemann. Em ambas os rombos são milionários.

No caso das Lojas Americanas foi anunciado primeiramente um rombo de vinte bilhões, entretanto com o começo das investigações esse número já subiu para a casa dos 40 bilhões, colocando em risco até uma recuperação judicial da empresa.

Outra empresa do grupo Lemann denunciada por fraude, o grupo AMBEV, estava operando um esquema de sonegação de impostos que também está na casa dos bilhões.

Tudo isso é muito grave e fica ainda pior quando verificamos que esse mesmo grupo (3G Radar) que tem como sócios Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira, principais acionistas da Americanas fez lobby, patrocinou estudos para privatização e após o todo o processo tornou-se o acionista preferencial da Eletrobras.

Tudo isso vem à tona exatamente quando está acontecendo uma verdadeira queda de braço entre o governo federal e o Banco Central sobre o valor dos juros e o humor do mercado financeiro.


O que nos faz perguntar como funciona esse tal “mercado”. Por que um escândalo dessa magnitude não provoca calafrios no Mercado enquanto qualquer esforço do governo em diminuir o flagelo social e a fome que assola a população brasileira causa tanto pavor aos especuladores?

Alguém precisa lembrar a esses senhores que sem o povo não há produção de bens nem de capital e que somente diminuindo as desigualdades o país poderá ter um crescimento sustentável e duradouro.

 


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Governo LULA reinstala Mesa de Negociação Perrmanente

 


Governo federal instala hoje a Mesa Permanente de Negociação com os trabalhadores do setor público federal. Esse é um importante instrumento para valorização dos serviços e servidores públicos.

Após sete anos sendo desprezados e até mesmo desqualificados pelo governo federal, os servidores públicos federais terão a partir de hoje a oportunidade de mais uma vez poder discutir as condições em que se encontram os serviços públicos além de reivindicar melhorias para as condições de trabalho da categoria. Tudo isso perpassa ainda pela recomposição salarial dos servidores que estão há mais de sete anos sem qualquer reajuste, seja em seus vencimentos ou até mesmo  nos benefícios.

O longo tempo sem reajuste e a perda do poder de compra por conta das perdas inflacionárias têm criado muitas expectativas em relação ao funcionamento da mesa nacional de negociação. Entretanto é preciso entender que neste primeiro momento dificilmente a categoria irá conseguir recuperar todas as perdas do período, inclusive porque o governo anterior não deixou margem no orçamento aprovado esse ano para que houvesse sequer recomposição inflacionária para todos os servidores.

As entidades que compõem o fórum dos servidores públicos estão se organizando para nesse primeiro momento aprovar junto à mesa um reajuste emergencial para toda a categoria independente do ramo e colocando para uma discussão mais ampla as especificidades de cada setor.

“É importante que os trabalhadores entendam que após anos de desmonte dos serviços públicos e descaso com os servidores não conseguiremos resolver todas as pendências nesse primeiro momento. Temos que enaltecer a boa vontade do governo em reabrir as negociações e entender que o processo está só recomeçando”, disse Manoel Lages, presidente estadual da CUT e servidor público federal.

O diretor de formação da Condsef, José Figueiredo também chama a atenção da categoria para a necessidade do entendimento de que nada será resolvido imediatamente. “É necessário entender que hoje será somente a instalação da mesa de negociações e fica totalmente descartado sair com percentual definido uma vez que ainda iremos começar o processo de negociações. Vale lembrar que a Condsef/Dieese, têm estudos que já foram apresentados em abril/22, para o então candidato Lula e sua equipe”, disse Figueiredo.