
Além de levar médicos para Unidades Básicas de Saúde (UBS) do
interior e periferias das grandes cidades, o programa também desenvolve
medidas de caráter permanente, em conjunto com o Ministério da Educação,
para ampliar a oferta de vagas de graduação em Medicina e universalizar
a residência médica, que vai garantir, gradualmente, cada vez mais
médicos e especialistas atuando no País. O governo federal quer criar,
até 2017, 11,5 mil novas vagas de graduação em Medicina e 12,4 mil de
residência médica até 2018. Já foram autorizadas 4.680 novas vagas de
graduação, sendo 1.343 em universidades públicas e 3.337 vagas em
instituições privadas.
A meta do Ministério da Saúde é atingir em 2026 o índice de 2,7
médicos por mil habitantes, o mesmo número do Reino Unido que, depois
do Brasil, tem o maior sistema de saúde público de caráter universal.
O Mais Médicos é uma das ações do Ministério da Saúde para
promover a melhoria do atendimento da Atenção Básica, na qual estão
inseridos os postos de saúde e as equipes do saúde da família. De acordo
com o ministério, a Atenção Básica é capaz de resolver 80% dos
problemas de saúde da população sem necessidade de encaminhamento a
hospitais.
Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde apontou que
93% dos médicos brasileiros estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a
participação no programa. O levantamento foi feito pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto de Pesquisas
Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Ao todo, foram realizadas 391
entrevistas nas cinco regiões do País com médicos do programa, no
período de 17 a 23 de novembro de 2014.
Pela pesquisa, 90% dos profissionais com CRM Brasil responderam
que indicariam a participação para outros médicos. O contentamento com a
supervisão também foi alto. Os médicos deram, em média, nota 9,3 para
seu relacionamento com o supervisor. O interesse desses profissionais se
refletiu na seleção para o programa este ano.
Do total de 4.139 oportunidades apresentadas nos editais de
2015 (em 1.289 municípios e 12 DSEI), 3.752 foram ocupadas por médicos
com CRM Brasil. Para ocupar as vagas restantes, foram selecionados
outros 387 médicos brasileiros que se formaram no Exterior. Eles já
começaram a trabalhar em 238 municípios e 10 distritos indígenas esta
semana.
Satisfação da população
Para a população beneficiada pelo Mais Médicos, o programa
melhorou o atendimento e o acesso à saúde. Pela pesquisa feita pela UFMG
e Ipespe, 85% disseram que a qualidade do atendimento médico está
melhor ou muito melhor após a chegada dos profissionais do programa.
Para 87%, a atenção do profissional durante a consulta melhorou e 82%
afirmaram que as consultas passaram a resolver melhor os seus problemas
de saúde. Foram entrevistados 14 mil pessoas entre novembro e dezembro
de 2014 em 699 municípios atendidos pela iniciativa.
Ao avaliar os serviços de saúde, as pessoas entrevistadas
apontaram, de forma espontânea, que o número de consultas (41%), o fato
dos médicos estarem mais atenciosos (35%) e o tempo maior de consulta
(8%) foram os fatores que contribuíram para a melhoria no serviço. Já
sobre os pontos positivos promovidos pelo programa, 60% destacaram a
presença constante do médico e o cumprimento da carga horária e 46%
disseram que o acesso às consultas melhorou.
A pesquisa também mostrou os pontos que a população considera
que deverão ser aperfeiçoados: falta de especialistas (63% destacaram
este ponto) e acesso mais rápido aos exames (45%). Ao atribuir uma nota
ao programa, a população apontou 9,0. Já os gestores classificaram com a
nota 8,7 e os próprios médicos, 9,1.
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